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Flávio diz que reajuste do Bolsa Família mostra desespero de Lula

17 set 2026 - 15h21
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Resumo
O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) criticou o reajuste de 15% no Bolsa Família anunciado pelo presidente Lula, classificando o decreto como ilegal e um ato de desespero eleitoral a 17 dias do pleito. A medida terá impacto fiscal de R$ 5,8 bilhões neste ano e R$ 22 bilhões em 2025, via remanejamento orçamentário. Em campanha na Bahia, Flávio garantiu a continuidade do programa caso seja eleito, lembrando que o último aumento anterior havia ocorrido em 2022.

O senador e candidato à ‌Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) criticou nesta nesta quinta-feira o reajuste de 15% no valor do Bolsa Família anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), classificando como "ilegal" e "ato de desespero" do adversário na ⁠eleição de outubro.

"O Lula, num ato de desespero, ‌acabou de fazer um decreto, mesmo sabendo que é ilegal e que é proibido durante as ‌eleições. Fez uma coisa que não ‌fez em quatro anos de governo, e ⁠faltando 17 dias para a eleição ele acha que vai enganar alguém dando reajuste no Bolsa Família. Ele sabe que isso não pode, mas é o desespero, porque ele sabe que já perdeu", disse ‌o senador durante ato de campanha em Vitória da ‌Conquista (BA).

Mais cedo, em ⁠cerimônia em ⁠Brasília, Lula assinou decreto que reajuste o benefício do Bolsa ⁠Família em 15% ‌a partir de outubro, ‌mesmo mês das eleições. A medida terá impacto de R$5,8 bilhões neste ano e de R$22 bilhões no ano que vem, de acordo com ⁠cálculos do governo. A equipe econômica afirmou que há espaço fiscal no orçamento para o reajuste, que não implicará em aumento da despesa, mas em remanejamento.

Em sua fala ‌na Bahia, Flávio também afirmou que o Bolsa Família "está garantido" em um eventual governo seu. "O Bolsa Família ⁠está garantido, ninguém vai tocar nesse benefício de vocês", disse.

O último aumento do Bolsa Família foi feito em 2022, quando o então presidente Jair Bolsonaro buscava a reeleição. O programa, que se chamava Auxílio Brasil, foi reajustado de R$400 para R$600 na ocasião, um aumento de 50%.

Em março de 2023, após assumir a Presidência, Lula recriou o Bolsa Família em substituição ao Auxílio Brasil, mantendo em R$600 o valor básico do programa.

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