Flávio Bolsonaro é investigado por lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção no caso 'Dark Horse'; Mendonça mantém inquérito sob sigilo
André Mendonça determinou a investigação de Flávio Bolsonaro por supostos crimes no financiamento do filme junto ao Banco Master.
O ministro André Mendonça, do STF, abriu inquérito sigiloso para investigar o senador Flávio Bolsonaro por suposta lavagem de dinheiro e corrupção no financiamento do filme Dark Horse junto ao Banco Master. O parlamentar nega irregularidades. Paralelamente, a PF realizou buscas contra o deputado Mário Frias e outros envolvidos por desvios de emendas parlamentares ligadas à produção, em meio a apurações que envolvem delações e fraudes bilionárias atribuídas a operadores do banco.
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a investigação do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) por suposta lavagem de dinheiro, corrupção e outros possíveis crimes no financiamento do filme Dark Horse junto ao Banco Master.
A determinação de Mendonça está na petição 16369, de 22 de julho, e tornou-se pública com o fim do sigilo de parte do caso Master, determinado nesta quinta-feira (10/9) pelo presidente do Supremo, Edson Fachin. O inquérito referente a Bolsonaro, no entanto, permanece em sigilo.
Flávio nega qualquer irregularidade sobre o financiamento do filme sobre seu pai, e já disse, em sabatina ao Jornal Nacional, que o tema está "mais que esclarecido" e é um "livro fechado, ressignificado e na prateleira".
Nesta quinta, a Polícia Federal deflagrou uma operação relacionada ao longa, por decisão do ministro Flávio Dino, em outra investigação sobre o acaso, que apura possíveis irregularidades na destinação de emendas parlamentares.
Os alvos foram o deputado estadual Mário Frias, roteirista e produtor executivo do filme, e Karina Ferreira da Gama, dona de um instituto ligado a projetos sociais que teria recebido emendas de Frias e também da GoUp Entertainment, produtora responsável pelo longa-metragem.
O gabinete de André Mendonça foi procurado pela reportagem para comentar a manutenção do sigilo da investigação sobre Flávio Bolsonaro, mas não se manifestou até o momento.
Em maio, o site The Intercept Brasil revelou que Flávio teria pedido a Vorcaro US$ 24 milhões, o equivalente a R$ 134 milhões, para financiar a produção do filme. O banqueiro, que está preso desde novembro de 2025, é suspeito de fraudar R$ 12 bilhões do sistema financeiro.
Em agosto, Antonio Carlos Freixo Júnior, conhecido como Mineiro, fechou acordo de delação com a Procuradoria-Geral da República (PGR), que foi homologado pelo ministro André Mendonça, relator da investigação do Caso Master.
Mineiro é dono da Entre Investimentos e Participações e apontado como principal operador financeiro de Vorcaro.
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