Flávio Bolsonaro é investigado no caso "Dark Horse"
O senador Flávio Bolsonaro é alvo de inquérito da Polícia Federal, autorizado pelo STF, que investiga suspeitas de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção no financiamento do filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro. A apuração aponta supostos repasses de R$ 70 milhões de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, com indícios de desvio de verba para Eduardo Bolsonaro nos EUA. O caso veio à tona após a quebra de sigilo determinada em meio a uma crise interna entre ministros do Supremo.
Mendonça autorizou abertura de inquérito contra Flávio Bolsonaro em julho para apurar suspeitas de irregularidades no financiamento do filme sobre Jair Bolsonaro.O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República, é alvo de uma investigação conduzida pela Polícia Federal (PF). O inquérito foi instaurado para apurar indícios de possíveis irregularidades relacionadas ao financiamento do filme Dark Horse, produção que retrata a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A abertura da investigação foi autorizada em julho pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), após solicitação apresentada pela própria PF.
A informação de que Flávio Bolsonaro está entre os investigados tornou-se pública nesta sexta-feira (11/09), quando o relator do caso determinou a retirada de parte do sigilo do inquérito sobre o Banco Master a pedido do presidente do STF, Edson Fachin.
De acordo com a decisão, a PF apura indícios de que Flávio Bolsonaro possa ter participado de um esquema envolvendo crimes como lavagem de dinheiro, evasão de divisas, corrupção e outras eventuais infrações. As suspeitas estão relacionadas, em tese, aos recursos destinados ao financiamento do filme e à sua suposta ligação com Daniel Vorcaro, proprietário do extinto Banco Master.
Vorcaro teria repassado cerca de R$ 70 milhões para a produção do filme. Há suspeita que parte do dinheiro arrecado para o filme tenha sido usado para bancar Eduardo Bolsonaro, nos Estados Unidos.
Nesta semana, o gabinete de André Mendonça homologou a delação premiada do empresário Antonio Carlos Freixo Júnior, o Mineiro, dono da Entre Investimentos e Participações, sobre a produção do filme. De acordo com a investigação, a empresa teria sido usada para receber repasses de Vorcaro destinados à produção do longa-metragem.
Crise no STF
O pedido de Fachin para retirada de sigilo das investigações sobre o escândalo do Banco Master, uma fraude que deixou um rombo de bilhões de reais no sistema financeiro do Brasil, vem após a grave crise na qual o STF mergulhou com uma disputa entre os ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes.
No início do mês, Mendonça pediu investigação contra Moraes no STF por causa de suposta relação entre o ministro e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, que atualmente está preso. Moraes rebateu e pediu que Mendonça seja investigado por suposta quebra da imparcialidade e favorecimento a determinados grupos políticos durante a sua relatoria de casos como as fraudes no INSS e do Banco Master.
O presidente do STF, Edson Fachin, tomou a frente do caso e definiu um dos próximos passos: uma sessão extraordinária marcada para a próxima terça-feira (15/09) para o plenário discutir o relatório da Polícia Federal (PF) sobre a proximidade entre o ministro Moraes e Vorcaro
md/cn (Agência Brasil, ots)
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