Estudante de Medicina pega 7 anos por morte em racha em SP
Depois de seis horas de julgamento, o Tribunal do Júri de Marília, no interior de São Paulo, condenou nesta terça-feira, a sete anos de prisão em regime semiaberto, o estudante de Medicina Rainer Willian Aguiar Gaspar, 24 anos. Durante um racha no centro da cidade, em novembro de 2006, o universitário causou a morte de um homem e feriu gravemente outro.
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Gaspar dirigia uma caminhonete e praticava o racha com outro estudante de medicina, Samuel Maduqui, 23 anos, que conduzia um Audi esportivo. Segundo os autos, durante o trajeto, Gaspar atravessou o sinal vermelho e bateu contra a motocicleta guiada pelo servidor municipal Cícero José Santana, 42 anos, que trazia na carona o vendedor Matheus Teodoro da Silva, 26 anos. Com choque, Santana foi arremessado contra uma grade de ferro. Ele foi socorrido, mas morreu ao dar entrada no hospital. Silva teve ferimentos graves.
Os dois universitários chegaram a ficar presos por 30 dias. Maduqui foi julgado por lesões corporais graves, mas foi absolvido. O Ministério Público recorreu e aguarda novo julgamento.
Em sessão do Tribunal do Júri na segunda-feira, Silva confirmou que os dois veículos estavam em alta velocidade e emparelhados, disputando um racha, quando acidente ocorreu. Por sete votos a três, a Júri concordou com a tese defendida pelo promotor de Justiça Izaias Claro, de que Gaspar cometeu homicídio doloso eventual ao atropelar os dois ocupantes da motocicleta. "A conduta do réu extrapolou todos os limites, por isso a condenação por dolo eventual foi justa", disse Claro.
Gaspar foi condenado a seis anos pelo crime de homicídio com dolo eventual e a mais um ano por causar lesões corporais de natureza graves contra Silva. As duas penas são as mínimas. Mesmo assim, o promotor anunciou que não vai recorrer. A defesa do universitário, feita pelo advogado Osmar Fernandes Medeiros, tentou, sem sucesso, desqualificar a denúncia para homicídio culposo. Medeiros, que também não conseguiu reverter a pena para prestação de serviço social, disse que recorrerá da sentença no Tribunal de Justiça.