Script = https://s1.trrsf.com/update-1770314720/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

"Esperavam que ele pedisse para ir embora?", diz pai de Sean

18 dez 2009 - 15h43
(atualizado às 17h49)
Compartilhar

O americano David Goldman, pai biológico do menino Sean Goldman, 9 anos, disse nesta sexta-feira que era esperado que a criança pedisse para ficar no Brasil, devido às circunstâncias. "Esperavam que ele dissesse que quer ir embora?", questionou em entrevista coletiva realizada no Rio de Janeiro. Ele chegou ontem ao País na esperança de buscar o filho, já que uma decisão do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) havia determinado o retorno da guarda de Sean para seu pai no prazo de 48 horas.

O americano David Goldman veio ao Rio de Janeiro na esperança de buscar o filho, Sean
O americano David Goldman veio ao Rio de Janeiro na esperança de buscar o filho, Sean
Foto: AP

No entanto, no mesmo dia da chegada de David ao Brasil, o Supremo Tribunal Federal (STF) concedeu liminar para que o menino permaneça no Brasil, com a família de sua avó materna, até que seja ouvido pela Justiça. O ministro Marco Aurélio Melo concedeu um habeas corpus preventivo para impedir que o menino saia do País até que expresse sua vontade perante um juiz de primeiro grau. A família brasileira alega que ele quer permanecer no País.

David Goldman disse ainda que está muito triste e que teme pelo sofrimento do filho. "Sean é meu filho, é minha família. Ele não é do Brasil, nem da América, é meu filho", disse. Segundo ele, o filho é um ser inocente e que não devia passar por essa situação. "Estou implorando por justiça e pelo meu filho. Por que é tão difícil? Ele é meu filho", afirmou.

Apelo
David Goldman, fez um apelo emocionado à Justiça para obter a guarda do filho. "Estou de joelhos, implorando para ter meu filho de volta. Imploro por justiça", afirmou. "É um caso simples. Eu sou o pai biológico de Sean".

O mérito do caso será julgado pelo STF apenas no ano que vem, mas advogados de Goldman pretendem apelar ao STF para tentar uma decisão antes. "Ainda tenho esperança de passar o Natal com meu filho", disse Goldman, que ainda não sabe até quando permanecerá no Brasil.

Goldman reclamou que o padrasto e a família da ex-mulher têm pressionado Sean e proibido seu contato com o filho. Ele apresentou cartas enviadas ao filho que foram devolvidas pelos Correios. "É uma intimidação permanente. O menino está com medo e assustado", disse ele, que estava acompanhado de um parlamentar norte-americano.

Para a porta-voz do Consulado dos EUA, Orna Blun, Sean foi "sequestrado" dos EUA pela mãe do garoto, que viajou com ele ao Brasil em 2004 para uma viagem de férias. Ela, no entanto, permaneceu no País e casou-se com Lins e Silva, com quem teve uma filha.

Advogados vão recorrer

Os advogados de David Goldman afirmaram nesta sexta-feira que vão recorrer da decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (TF), Marco Aurélio Mello.

A concessão de liminar suspendeu decisão anterior do Tribunal Regional Federal da 2a. Região (TRF-2), que na quarta-feira concedeu um prazo de 48 horas para que Sean voltasse para os Estados Unidos, para viver com o pai David.

Ricardo Zamariola, um dos advogados de David, disse que o STF poderá decidir sobre o direito à tutela do menino na próxima semana, a partir do recurso que ele vai apresentar nos próximos dias, em Brasília. Segundoele, mesmo com o STF em recesso que terá início segunda-feira, dia 21 há sessões para os casos urgentes.

"Estou trabalhando na liminar e pretendo apresentar isso o quanto antes. O recesso não quer dizer que o tribunal feche, ele atende somente aquestões urgentes, que é totalmente o caso. Acredito que a decisãopossa sair na próxima semana", disse ele, afirmando que Davidpermanecerá no Rio até a decisão final do STF.

Na visão de Marcos Ortiz, também advogado de David, o recesso pode, porém, prejudicar a definição do caso. Ele disse que David trouxe presente de Natal para Sean e pretende visitar o filho.

Entenda

O pai biológico de Sean, David Goldman, luta para ter a guarda do filho desde a morte de sua ex-companheira, a brasileira Bruna Bianchi Carneiro. A briga pela guarda começou em 2004, quando Bruna deixou Goldman para uma suposta viagem de férias de duas semanas com o filho ao Brasil. Eles viviam na cidade de Titon Falls, Estado de New Jersey (EUA). Ao desembarcar no País, contudo, Bruna telefonou ao marido avisando que o casamento estava acabado e que não voltaria aos Estados Unidos.

A partir disso, foi travada uma batalha judicial pela guarda do garoto, na época com 4 anos. No Brasil, a Justiça reconheceu o divórcio pedido por Bruna sem a concordância de Goldman. Diante das leis americanas, contudo, eles permaneciam casados. Livre do compromisso com Goldman, Bruna se casou novamente com o advogado João Paulo Lins e Silva, mas no parto do segundo filho ela morreu.

Diante da ausência da mulher, David Goldman veio ao Brasil na tentativa de levar o filho de volta aos Estados Unidos. Desde então, ele briga pela guarda do garoto nos tribunais brasileiros, contra o padrasto de Sean e seus avós maternos.

Com informações da Agência Brasil e Reuters

Fonte: Terra
Compartilhar
TAGS
Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra