Eleitores brasileiros começam a votar em Paris com expectativa de diminuir abstenção
Os eleitores e eleitoras brasileiros inscritos para votar em Paris começaram a fazer fila desde antes do horário de abertura do local de votação, às 8h (4h em Brasília), no Espace Vinci, no 2º distrito da capital francesa. O clima é de animação, com a participação de muitos que vieram do interior da França e sem incidentes graves.
A votação do segundo turno em Paris transcorreu de forma rápida, pacífica e animada, mobilizando inclusive brasileiros do interior da França para reduzir a abstenção. Sexto maior colégio eleitoral na Europa, o país tem quase 28 mil inscritos aptos a votar na capital e em Marselha, embora a expectativa de presença seja de apenas metade desse total. Manifestantes de ambos os lados marcaram presença no Espaço Vinci, que operou sem filas antes do meio-dia e estenderá o atendimento até as 17h locais.
Daniella Franco, da RFI em Paris
No início da manhã, a fila se estendia por cinco quadras, mas os eleitores avançavam rapidamente e havia pouca espera para acessar o local de votação. Antes do meio-dia, pelo horário de Paris, já não havia eleitores aguardando para votar no Espaço Vinci.
Durante toda a manhã, a animação deu o tom. Muitos eleitores estavam vestidos de vermelho, com bandeiras do PT e cantando slogans em homenagem a Lula. Outros, mais discretos, vieram vestidos de verde e amarelo, com a camisa da Seleção Brasileira; alguns com adesivos do candidato Flávio Bolsonaro.
"Tudo está correndo muito bem, como sempre, em paz. Como sempre os brasileiros dão um show de civilidade e de harmonia", comemorou o cônsul-geral do Brasil em Paris Fabio Mendes Marzano, em entrevista à RFI.
Muitos eleitores disseram que não haviam votado no primeiro turno. Várias pessoas relataram que vieram de cidades do interior da França, um sinal de que a mobilização poderá ser maior do que em 4 de outubro.
Vinda da região de Grenoble, a estudante Margareth Nascimento fez parte de um grupo que fretou uma van para viajar até Paris e votar. "Não me organizei para vir no primeiro turno porque achei que o Lula já ganharia. Agora, no segundo, senti que precisava fazer esse deslocamento", declarou.
Já a administradora Ana Rita Hidalgo, eleitora de Flávio Bolsonaro, não perdeu o primeiro turno e chegou cedo para votar no segundo. "Apesar de eu não morar no Brasil há quatro anos, eu quero o melhor para o meu país", diz.
Sexto maior colégio eleitoral na Europa
A França é o sexto maior colegiado eleitoral brasileiro na Europa e o nono no mundo. Quase 28 mil eleitores estão aptos para votar na capital francesa e também em Marselha (sul), onde está localizado outro local de votação.
No primeiro turno, 10 mil eleitores compareceram ao Espaço Vinci, que conta com 68 seções e 34 urnas.
Apesar de um aumento de 32% no eleitorado em relação a 2022, a expectativa é que apenas metade dos inscritos compareça às urnas nos dois locais de votação na França.
A votação se estende até as 17h no horário de Paris (13h em Brasília). Caso ainda haja fila nesse horário, serão distribuídas senhas, e todos os eleitores que estiverem aguardando até as 17h poderão votar.
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