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Brasil

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Eleitores brasileiros começam a votar em Paris com expectativa de diminuir abstenção

Os eleitores e eleitoras brasileiros inscritos para votar em Paris começaram a fazer fila desde antes do horário de abertura do local de votação, às 8h (4h em Brasília), no Espace Vinci, no 2º distrito da capital francesa. O clima é de animação, com a participação de muitos que vieram do interior da França e sem incidentes graves.

25 out 2026 - 08h36
(atualizado às 15h07)
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Resumo
A votação do segundo turno em Paris transcorreu de forma rápida, pacífica e animada, mobilizando inclusive brasileiros do interior da França para reduzir a abstenção. Sexto maior colégio eleitoral na Europa, o país tem quase 28 mil inscritos aptos a votar na capital e em Marselha, embora a expectativa de presença seja de apenas metade desse total. Manifestantes de ambos os lados marcaram presença no Espaço Vinci, que operou sem filas antes do meio-dia e estenderá o atendimento até as 17h locais.

Daniella Franco, da RFI em Paris

No início da manhã, a fila se estendia por cinco quadras, mas os eleitores avançavam rapidamente e havia pouca espera para acessar o local de votação. Antes do meio-dia, pelo horário de Paris, já não havia eleitores aguardando para votar no Espaço Vinci.

Durante toda a manhã, a animação deu o tom. Muitos eleitores estavam vestidos de vermelho, com bandeiras do PT e cantando slogans em homenagem a Lula. Outros, mais discretos, vieram vestidos de verde e amarelo, com a camisa da Seleção Brasileira; alguns com adesivos do candidato Flávio Bolsonaro.

"Tudo está correndo muito bem, como sempre, em paz. Como sempre os brasileiros dão um show de civilidade e de harmonia", comemorou o cônsul-geral do Brasil em Paris Fabio Mendes Marzano, em entrevista à RFI.

Muitos eleitores disseram que não haviam votado no primeiro turno. Várias pessoas relataram que vieram de cidades do interior da França, um sinal de que a mobilização poderá ser maior do que em 4 de outubro.

Vinda da região de Grenoble, a estudante Margareth Nascimento fez parte de um grupo que fretou uma van para viajar até Paris e votar. "Não me organizei para vir no primeiro turno porque achei que o Lula já ganharia. Agora, no segundo, senti que precisava fazer esse deslocamento", declarou.

Já a administradora Ana Rita Hidalgo, eleitora de Flávio Bolsonaro, não perdeu o primeiro turno e chegou cedo para votar no segundo. "Apesar de eu não morar no Brasil há quatro anos, eu quero o melhor para o meu país", diz.

Brasileiros da região de Grenoble, no sudeste da França, alugaram uma van para vir a Paris votar.
Brasileiros da região de Grenoble, no sudeste da França, alugaram uma van para vir a Paris votar.
Foto: RFI

Sexto maior colégio eleitoral na Europa

A França é o sexto maior colegiado eleitoral brasileiro na Europa e o nono no mundo. Quase 28 mil eleitores estão aptos para votar na capital francesa e também em Marselha (sul), onde está localizado outro local de votação.

No primeiro turno, 10 mil eleitores compareceram ao Espaço Vinci, que conta com 68 seções e 34 urnas.

Apesar de um aumento de 32% no eleitorado em relação a 2022, a expectativa é que apenas metade dos inscritos compareça às urnas nos dois locais de votação na França.

Eleitores brasileiros em uma das seções de votação em Paris
Eleitores brasileiros em uma das seções de votação em Paris
Foto: RFI

A votação se estende até as 17h no horário de Paris (13h em Brasília). Caso ainda haja fila nesse horário, serão distribuídas senhas, e todos os eleitores que estiverem aguardando até as 17h poderão votar.

RFI A RFI é uma rádio francesa e agência de notícias que transmite para o mundo todo em francês e em outros 15 idiomas.
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