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'É impossível reconhecer resultado', afirma Flávio Bolsonaro após derrota

Senador, que foi superado por Lula, comentou que eleições 'deveriam ser anuladas'

25 out 2026 - 23h11
(atualizado às 23h29)
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Resumo
Derrotado por Lula na eleição presidencial, Flávio Bolsonaro declarou ser impossível reconhecer o resultado e afirmou que pedirá a anulação do pleito. O senador criticou a prorrogação da votação em duas horas, determinada pelo ministro Cristiano Zanin, alegando quebra de isonomia, embora sua própria campanha tenha solicitado extensão de horário ao TSE. Em contrapartida, o presidente do tribunal, Kássio Nunes Marques, defendeu a segurança do processo e confirmou a vitória do petista.

Após perder a eleição presidencial para Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou ser "impossível" reconhecer o resultado do pleito e disse que pedirá sua anulação.

Senador, que foi superado por Lula, comentou que eleições 'deveriam ser anuladas'
Senador, que foi superado por Lula, comentou que eleições 'deveriam ser anuladas'
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

Em uma breve declaração à imprensa, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro criticou a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que prorrogou em duas horas o horário de votação do segundo turno em todo o país. A campanha do próprio Partido Liberal, porém, havia solicitado a extensão do período de votação.

"O que aconteceu no dia de hoje não foi algo normal. Foi algo inaceitável. Pela primeira vez na história, um ministro da Suprema Corte, ex-advogado de Lula, dá uma canetada e muda a regra do jogo. Houve uma quebra total de isonomia entre os brasileiros de diferentes estados", declarou o senador.

Flávio argumentou que não teria como saber em quais estados as urnas não foram reabertas nem quantos votos poderia ter recebido caso o procedimento tivesse ocorrido de outra forma.

"As eleições deveriam ser anuladas. É impossível reconhecer o resultado", afirmou o candidato derrotado.

A campanha de Flávio havia solicitado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a ampliação do horário de votação em cidades de Minas Gerais, do Rio Grande do Sul, do Paraná, de São Paulo e de Santa Catarina em razão de problemas no transporte público e de condições climáticas adversas em várias localidades.

O presidente do TSE, ministro Kássio Nunes Marques, indicado ao Supremo pelo ex-presidente Bolsonaro, afirmou ter "absoluta segurança de todo o processo eleitoral". O magistrado também declarou que "prorrogar uma eleição é possível, mas ela tem que ser pensada, calculada e estruturada".

O magistrado acrescentou que ligou para Lula e Flávio para confirmar o resultado da eleição. Na conversa com o senador, Kássio apontou que o carioca conseguiu uma "votação expressiva" e o parabenizou pela campanha. .

Ansa - Brasil
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