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Técnico Oswaldo de Oliveira acusa advogada de golpe de mais de R$ 3 mi: ‘Cadeia é o mínimo’

Joana Costa é suspeita saques milionários do FGTS no nome de profissionais do futebol, assim como de não repassar pagamentos de processos

8 ago 2025 - 15h40
(atualizado às 16h21)
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Foto: Reprodução/Redes Sociais

Já imaginou você ver todo o dinheiro acumulado em seu Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), fruto de cerca de 50 anos de trabalho, sumir? É o que alega o técnico Oswaldo de Oliveira, que diz ter sido vítima de um golpe milionário da advogada Joana Costa Prado de Oliveira. Além dela ter retirado quase R$ 600 mil de seu FGTS, ela também teria deixado de repassar para ele o valor de ações que ganharam --que giram em torno de R$ 2,5 milhões. O caso foi revelado pelo RJ2, da Rede Globo, nesta quinta-feira, 7.

“Roubou, enganou, falsificou documentos e continuou vivendo uma vida de luxo às custas de nós trabalhadores! Precisamos nos unir para que ela não consiga enganar mais ninguém. Vamos divulgar o nome e fotos. Cadeia é o mínimo pra quem tira comida da mesa dos outros!”, escreveu Oswaldo em publicação nas redes sociais sobre o caso.

Segundo informações obtidas com exclusividade pelo veículo, ele não foi o único alvo de golpes aplicados pela advogada. Mas também outros atletas como: Christian Chagas Tarouco, o Titi, zagueiro que joga pelo Goiás; Juninho, zagueiro ex-Botafogo; Paolo Guerrero, ex-Corinthians, Flamengo e Internacional; Cueva, ex-São Paulo e Santos; João Rojas, equatoriano que jogou no São Paulo; e Ramires, ex-jogador do Cruzeiro, do Chelsea e da Seleção Brasileira.

Por conta destes casos, Joana Costa se tornou alvo de dois inquéritos da Polícia Federal. A reportagem buscou mais detalhes sobre o caso com a PF, mas não foram divulgadas mais informações. 

A advogada Joana Prado é conhecida como uma profissional influente no meio do futebol
A advogada Joana Prado é conhecida como uma profissional influente no meio do futebol
Foto: Reprodução/RJ2

Ao jornal, a defesa de Joana Prado informou que a advogada estaria enfrentando “dificuldades financeiras cuja origem está relacionada a um golpe do qual foi vítima”. “A advogada apresentou notícia-crime à Polícia Federal e aguarda a conclusão das investigações pelas autoridades competentes”, informaram, sem muitos detalhes.

“Quanto a eventuais falhas em sua gestão profissional, informa que já estão sendo tomadas as providências necessárias para a devida reparação”, complementaram, lamentando, “qualquer transtorno causado a clientes ou parceiros”. 

“Reitera-se, com veemência, que não houve má-fé ou intenção de causar prejuízos. Todas as situações estão sendo tratadas com transparência, responsabilidade e seriedade”, finalizou a nota.

Caso de Oswaldo: sem pagamento repassado e FTGS roubado

O treinador Oswaldo de Oliveira, em abril, publicou uma nota de repúdio em suas redes sociais a respeito de “casos de apropriação indevida de valores por parte de uma advogada conhecida no meio esportivo”. Ele não deu muitos detalhes na ocasião, mas pediu para que possíveis vítimas não hesitassem em denunciar.

Agora, em agosto, em entrevista à Rede Globo, ele esclareceu a situação. Segundo o Oswaldo, ele contratou a advogada por conta de pendências salariais que tinha. Quando pegou confiança na profissional, acabou transferindo outros casos jurídicos a ela --entre eles, questões de dívidas trabalhistas de dois clubes onde trabalhou, o Corinthians e o Fluminense. 

Joana venceu as ações, recebeu os valores, mas não os repassou a Oswaldo. Foram mais de R$ 2 milhões, sendo R$ 2,3 mi do Corinthians e cerca de R$ 220 mil do Fluminense. Em novembro passado, ela assinou um documento confirmando que deteve os valores e se comprometeu a repassá-los, mas isso não aconteceu. 

Oswaldo, então, registrou queixa na Polícia Civil do Rio de Janeiro por estelionato, apropriação indevida, e falsificação de documentos, entre outros crimes. O Terra busca mais informações sobre a ocorrência com a autoridade policial, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria. O espaço será atualizado em caso de resposta.

Em paralelo, ele descobriu que no intervalo de um ano a advogada fez cerca de 10 saques no FGTS do técnico, que totalizaram quase R$ 600 mil. O dinheiro é fruto do trabalho de Oswaldo em times como Vasco da Gama, Atlético Mineiro, Corinthians, Botafogo, Flamengo e Santos. 

“Estou sem trabalhar há 6 anos. Tenho economias, mas são perenes. Eu preciso do meu dinheiro, que eu trabalhei, para sobreviver”, afirmou Oswaldo, que agora está com 74 anos de idade. “Minha sobrevivência depende do que eu batalhei e trabalhei em 50 anos de carreira”.

Quem é Joana Prado

A advogada é conhecida como uma profissional influente no meio do futebol. Ela trabalhou, por exemplo, por 12 anos no Botafogo e chegou a ser diretora jurídica do clube. Além disso, já integrou a Comissão de Direito Desportivo, da Ordem dos Advogados do Brasil do Rio de Janeiro (OAB-RJ) e chegou a ser auditora do Tribunal de Justiça Desportiva do Futebol do Estado do Rio de Janeiro (TJD-RJ).

Procurada pela reportagem, a OAB-RJ afirmou que “irá apurar os fatos citados na reportagem e que vai adotar as medidas cabíveis". 

A reportagem também buscou posicionamentos do Botafogo e do TJD com relação aos vínculos da advogada com os respectivos locais, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria. A Caixa Econômica Federal, onde os saques de FGTS foram feitos, também foi acionada. O espaço será atualizado em caso de respostas.

Fonte: Redação Terra
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