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SP: bombeiros mudam planos e buscam 'rota de fuga' de operário soterrado

Edenílson Jesus Santos está desaparecido desde as 19h30 de segunda-feira, quando a construção em que trabalhava desabou

4 dez 2013 - 12h30
(atualizado às 12h32)
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<p>Entulhos s&atilde;o removidos do local onde ficava a obra, em Guarulhos</p>
Entulhos são removidos do local onde ficava a obra, em Guarulhos
Foto: Bruno Santos / Terra

O Corpo de Bombeiros mudou os planos nas buscas pelo operário Edenílson Jesus Santos, desaparecido desde as 19h30 da última segunda-feira após o desabamento de uma obra em Guarulhos, na Grande São Paulo. De acordo com a corporação, o ajudante-geral poderia estar no segundo subsolo da obra e, quando ouviu o barulho do desmoronamento, pode ter tentado fugir.

Segundo outros pedreiros da obra e familiares, Edenílson dormia no alojamento localizado no segundo subsolo de segunda a sexta-feira. Aos finais de semana, ele costumava ir para a casa de sua irmã, também na cidade de Guarulhos. Os colegas do operário disseram também que todos falavam que, em caso de desmoronamento, se deslocariam para um lugar específico, onde os bombeiros agora concentram suas buscas.

"As equipes mudaram de plano porque ontem (terça-feira) tínhamos grandes indícios através de cães farejadores e das equipes de socorro por conta do chuveiro, da carteira e locais bem prováveis que ele poderia estar", disse o capitão Marcos Palumbo, referindo-se ao documento de identidade de Edenílson encontrado na tarde de ontem e ao chuveiro do alojamento que estava aberto no início das buscas. "Não conseguimos localizar mesmo chegando no fundo da estrutura no segundo subsolo", lamentou o capitão.

Segundo o bombeiro, agora é o momento de mudar o local de busca, agindo de maneira manual. "Agora vamos fazer a segunda busca pela rampa que tinha no local. Essa rampa foi indicada por ouros trabalhadores como sendo bastante comum. Eles até brincavam que se acontecesse um desabamento era para lá que eles correriam", disse.

Assim como na tarde de ontem, esta quarta-feira será bastante trabalhosa para os bombeiros. Segundo Palumbo, o trabalho de retirada de vários metros de entulho será feito manualmente, para não comprometer a estrutura.

"Vai demorar bastante tempo porque duas lajes têm que ser removidas e isso será feito de maneira manual. Não dá para utilizar máquinas porque pode ter problemas para a vítima. Se ele estiver numa célula de sobrevivência ela pode ser afetada", completou o capitão dos bombeiros.

Defesa Civil teme que chuva atrapalhe buscas

A Defesa Civil de Guarulhos está preocupada com a possibilidade de chuva que pode cair sobre a cidade na tarde desta quarta-feira, podendo causar problemas no terreno.O órgão público já evacuou cinco residências e dois blocos de apartamentos vizinhos ao local do acidente, totalizando 17 famílias. De acordo com a Defesa Civil, os terrenos continuarão esvaziados, já que houve deslocamento das paredes dessas casas por conta da movimentação do maquinário pesado do Corpo de Bombeiros e do excesso de entulho presente no terreno.

"A região tornou-se um grande buraco. Há possibilidade nos próximos dias de haver chuvas e não temos certeza se as drenagens desses buracos estarão desobstruídas com o desabamento. É uma preocupação adicional que já estamos avaliando que vai com certeza influenciar em manter ou não essas famílias nas casas", disse Paulo Victor Novaes, coordenador da Defesa Civil de Guarulhos.

Segundo Novaes, a evacuação dos imóveis foi negociada com a família e foi necessário por conta da movimentação dos escombros. "Com essa movimentação do material, como vigas e pedaços grandes de laje que são retirados, houve uma nova acomodação desse material e em algumas casas esse material encostou na parede, coisa que não tinha ocorrido até então. Isso mostra que acertadamente temos que manter essas famílias fora de suas casas para evitar qualquer tipo de risco", explicou o coordenador.

Novaes disse ainda que o retorno dessas famílias às suas casas só poderá ocorrer quando os bombeiros encerrarem a primeira fase dos trabalhos, ou seja, quando terminarem as buscas por Edenílson.

"O retorno das famílias está diretamente ligado à superação da fase de busca e salvamento da vítima. Terminada a primeira fase faremos uma nova vistoria com o engenheiro da Defesa Civil para avaliar se o fato dessas estruturas encostarem na casa vão estar mais ou menos estáveis", disse.

Fonte: Terra
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