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Desabamento em SP: construtora teria outro prédio com rachaduras

3 dez 2013 - 20h02
(atualizado às 20h14)
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O presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário de Guarulhos e Arujá (Sindcongru), Edmilson Girão da Silva, afirmou nesta terça-feira que a construtora responsável pela obra que desabou na noite de segunda-feira, no bairro Vila Leonor, em Guarulhos (SP), a Salema Comércio, Construção e Projetos Ltda., é responsável por um prédio - localizado na rua Madame Cury, no bairro Picanço, também na cidade - que apresenta rachaduras em um dos pilares de sustentação. 

Girão afirmou que o sindicato recebeu a denúncia e que ele esteve no local e também constatou rachaduras na estrutura do prédio feito pela Salema. Segundo o presidente do Sindcongru, o local já foi ocupado por moradores, o que traria ainda mais riscos. “É preciso apurar para que não ocorra lá a mesma tragédia que aconteceu aqui”, disse, no local onde desabou o prédio na noite de ontem.

O prédio em construção que desabou na noite de ontem tinha rachaduras nas paredes, segundo um operário que trabalhava na obra. O ajudante de pedreiro André Rodrigues Santana, 24 anos, disse que já havia avisado a seus superiores sobre o problema. 

"Eu já tinha percebido as rachaduras. Todo mundo falou que esse prédio uma hora ia cair. Todo mundo estava sabendo. Tinha trincas nas paredes e já tínhamos avisado os mestres da obra", afirmou ele.

Outro operário disse que a Salema, empresa responsável pela obra, não fornecia equipamentos de segurança a todos os obreiros. O encanador Mário Ferreira dos Santos, 62 anos, afirmou que trabalhava sem capacete ontem, algumas horas antes do desabamento. "Não sou registrado, não estava usando capacete e só alguns operários tinham equipamento de segurança. Eles não forneciam equipamentos para todo mundo. O correto é andar com equipamento, pois é muito perigoso", disse Santos.

O advogado da Salema, Maurício Monteagudo, afirmou ao Terra que a empresa não foi notificada oficialmente a respeito da denúncia feita por Girão e que, por isso, não iria se manifestar. 

Hoje, o advogado disse que o desabamento do prédio em construção foi uma "catástrofe" e garantiu o uso de equipamento de seguranças pela equipe de operários. Quando questionado sobre denúncias da existência de rachaduras no local, Monteagudo afirmou que "isso é improvável". “Se tivesse alguma avaria, já tinha corrigido. Falta de equipamento é impossível, até porque temos engenheiro de segurança”, falou. 

Prefeitura de Guarulhos diz que obra de prédio que desabou estava regular

Apesar do desabamento e das denúncias, a prefeitura de Guarulhos informou que a obra tinha seu alvará de construção em dia. 

Segundo a diretora de licenciamento urbano da Secretaria de Desenvolvimento Urbano de Guarulhos, Ana Lúcia Rodrigues Malufi, o primeiro alvará foi pedido em novembro de 2012 e emitido em março de 2013. Em maio deste ano, a construtora solicitou uma substituição na planta para a construção de um mezanino no térreo. O pedido foi aceito e expedido em novembro. 

Segundo ela, o projeto original tinha cerca de 3,7 mil metros quadrados de construção. Com o mezanino, a obra aumentou sua área para cerca de 4 mil metros quadrados, com 30 apartamentos, dois salões comerciais e dois subsolos para a garagem. 

“Na prefeitura o projeto estava totalmente regular, o que precisa ser investigado agora é o que aconteceu na execução”, disse Malufi. 

Bombeiros seguem à procura de operário

Após quase 17 horas de busca, o Corpo de Bombeiros encontrou uma carteira com o documento de identidade do operário Edenílson Jesus Santos, 24 anos, possível vítima do desabamento. 

Após mais de 24 horas de busca, os bombeiros seguem procurando pelo operário. Segundo o capitão Marcos Palumbo, do Corpo de Bombeiros, 120 toneladas de escombros foram retirados do local até o início da noite desta terça-feira. 

O pai de Edenilson, Gildasio Paulo Jesus Santos, disse acreditar que o filho ainda esteja vivo, sob os escombros. “A esperança é que consiga resgatar ele com vida”, disse Gildasio , que tem certeza da presença do filho na obra. 

Fonte: Terra
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