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SC: caminhão com motorista dentro tomba com ventos de 157 km/h

Tempestade Yakecan derrubou as temperaturas e trouxe até neve para o Brasil

18 mai 2022 11h09
| atualizado às 12h24
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Caminhão com motorista dentro tomba com ventos de 157 km/h:

A forte ventania causada pela passagem da tempestade Yakecan derrubou um caminhão que estava estacionado em um posto da Polícia Militar Rodoviária na Serra do Rio do Rastro, em Bom Jardim da Serra, em Santa Catarina, na madrugada desta quarta-feira, 18. 

Segundo informações da NSCTV, a velocidade do vento na região chegou a 157 km/h. A Serra do Rio do Rastro chegou a ser fechada nesta manhã. Porém, os caminhões estão impedidos de circular pelo local.

Caminhão com homem dentro tomba em Santa Catarina
Caminhão com homem dentro tomba em Santa Catarina
Foto: PMRv/Divulgação

O Sul do Brasil sofreu com as baixas temperaturas na madrugada desta quarta. Vários moradores postaram registros de neves.

Entenda a tempestade

A tempestade subtropical Yakecan já está mudando o clima nos Estados da Região Sul do Brasil, vai baixar as temperaturas em metade do País nos próximos dias e já causou pelo menos uma morte. Entre os efeitos prováveis estão rajadas de ventos fortes, de até 120 km/h, e possível ocorrência de neve em Rio Grande do Sul, Santa Catarina e sul do Paraná, na região da Serra de Palmas.

Esse sistema de baixa pressão começou como um ciclone extratropical, muito comum, juntamente com uma frente fria no fim de semana. "Mas na segunda-feira se desprendeu dessa frente fria e começou a se movimentar do mar em direção ao continente, com trajetória típica de furacão", observa Estael Sias, meteorologista da Metsul. Isso não significa que a tempestade vai se tornar um furacão. Em linhas gerais, o ciclone é um sistema de baixa pressão atmosférica em que o vento gira no sentido horário.

"Essa tempestade mescla características de um ciclone extratropical e um tropical. À medida que ela se aproxima do litoral, ela também pode se intensificar, com a pressão em seu centro caindo muito. Por isso é um ciclone anômalo, com características especiais", explica Estael Sias, meteorologista da Metsul.

A especialista explica que o sistema de baixa pressão começou como um ciclone extratropical, muito comum, junto com uma frente fria no final de semana. "Mas na segunda-feira se desprendeu dessa frente fria e começou a se movimentar do mar em direção ao continente, com trajetória típica de furacão", conta.

Mas apesar disso, não significa que a tempestade vai se tornar um furacão. Em linhas gerais, o ciclone é um sistema de baixa pressão atmosférica em que o vento gira no sentido horário. É um fenômeno muito abrangente na escala de centenas de quilômetros, ou seja, pode ter o tamanho de um Estado, bem diferente dos tornados, que são pontuais, pode ter ventos de mais de 400 km/h e são visíveis a olho nu. Já os ciclones são vistos em sua totalidade geralmente em imagens do espaço, de satélites, por causa do imenso tamanho.

Fonte: Redação Terra
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