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Sabesp: SP tem que se preparar para o pior, diz novo gestor

"A situação de São Paulo é preocupante, é grave", afirmou Jerson Kelman, ex-presidente da Agência Nacional de Águas, em entrevista à Folha de S.Paulo

2 jan 2015
08h51
atualizado às 14h43
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Nesta quinta-feira, Jerson Kelman, ex-presidente da Agência Nacional de Águas (ANA), foi anunciado pela gestão de Geraldo Alckmin (PSDB) como o novo dirigente da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). Em entrevista à Folha de S. Paulo, ele falou sobre a crise hídrica e não negou que a situação do abastecimento é grave. 

<p>Kelman, ex-presidente da Agência Nacional de Águas (ANA)</p>
Kelman, ex-presidente da Agência Nacional de Águas (ANA)
Foto: ABRH / Associação Brasileira de Recursos Hídricos / Reprodução

"Eu estou aceitando esse cargo olhando para a frente, não quero ficar aqui atirando pedras para o passado. Olhando para a frente, a situação de São Paulo é preocupante, é grave, e temos que torcer pelo melhor, mas estar preparados para o pior", afirmou. 

Kelman, que é professor de Recursos Hídricos da UFRJ e também foi presidente do grupo Light e diretor-geral da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), ainda disse ao jornal que os paulistas não podem usar as últimas chuvas como desculpa para voltar a desperdiçar água.  

"Nesse período de chuvas agora, que às vezes tem tempestades muito fortes, é preciso deixar claro para manter sempre esclarecida a população de que essas chuvas intensas e curtas não resolvem o problema. O abastecimento depende do estoque de água do sistema Cantareira. O que poderia acontecer de ruim é você ter uma enchente, carros boiarem, essas coisas que acontecem no verão, e ter um efeito colateral indesejável que seria a população imaginar que o problema está resolvido e relaxar na postura que está tendo de uso econômico da água", finalizou. 

Oficialmente, seu nome ainda tem que passar por um conselho da Sabesp para que substitua Dilma Pena e assuma o cargo. Nesta quinta-feira, o Sistema Cantareira permaneceu estável, com 7,2% de sua capacidade.

Fonte: Terra
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