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RS: ônibus licitados movimentarão meio bilhão de reais por ano

Primeira licitação da história do transporte público de Porto Alegre prevê exploração de linhas de ônibus por 20 anos

31 mar 2014 - 13h46
(atualizado às 13h54)
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Porto Alegre conta atualmente com 1.704 ônibus, utilizados em 400 linhas
Porto Alegre conta atualmente com 1.704 ônibus, utilizados em 400 linhas
Foto: Joel Vargas/PMPA / Divulgação

A prefeitura de Porto Alegre (RS) publicou nesta segunda-feira o edital de licitação do serviço de ônibus na cidade. O edital, dividido em três bacias regionais, prevê um valor total de contrato de R$ 9,97 bilhões nos 20 anos de concessão às vencedoras do pleito – quase meio bilhão de reais por ano. Trata-se da primeira licitação da história do transporte coletivo de Porto Alegre desde o início da operação de ônibus na cidade, na década de 1920. Desde então, o sistema funciona através de permissões.

A licitação mantém a mesma divisão por bacias regionais verificada no sistema atual: o primeiro lote abrange as regiões norte e nordeste de Porto Alegre (atualmente exploradas pelo consórcio Conorte); o segundo engloba as zonas leste e sudeste (área explorada hoje pela Unibus); e o terceiro diz respeito à zona sul (hoje sob responsabilidade do consórcio STS). Pelo edital publicado nesta segunda-feira no Diário Oficial do município, o contato do primeiro lote tem o valor estimado de R$ 3,3 bilhões para os 20 anos da concessão. Os demais lotes têm os valores de R$ 2,9 bilhões e R$ 3,7 bilhões, respectivamente.

Segundo a prefeitura, ganhará a licitação a empresa ou consórcio que apresentar o menor valor da tarifa a ser cobrada do usuário final. Para efeitos de estimativa, a prefeitura estipulou uma tarifa de referência que varia de R$ 2,93 a R$ 2,95.

A licitação não abrange as linhas já exploradas pela empresa municipal Carris, focada principalmente nas linhas transversais e circulares. As linhas que forem eventualmente criadas ou ampliadas pela prefeitura fazem parte das concessões previstas na licitação e ficarão sob responsabilidade das concessionárias dos respectivos lotes. O futuro sistema BRT (Bus Rapid Transit) também “poderá aumentar o reduzir o objeto da concessão ora licitada, ficando a sua operação a cargo dos licitantes vencedores das respectivas bacias operacionais, sem que disso resulte qualquer direito à indenização às concessionárias”. A mesma ressalva é feita em relação à implantação por parte do poder público de outros modais de transporte, como trens e metrô.

Controle de qualidade

O edital prevê instrumentos de monitoramento para controle da qualidade do serviço prestado, estipulando metas a serem cumpridas. Segundo a prefeitura, o não cumprimento destas metas acarretará a aplicação de penalidades, que variam de advertências por escrito a multas de até 0,05% do valor total do contrato licitado (em torno de R$ 1,9 milhão) e declaração de inidoneidade das empresas. No primeiro ano de vigência do contrato, as concessionárias poderão ser punidas apenas com as advertências por escrito.

A licitação garante também ao município o poder de “intervir na prestação dos serviços, quando houver riscos de descontinuidade”. O município também “poderá revogar a presente licitação, no todo ou em parte, por interesse público, devidamente justificado, sem que caiba às licitantes direito à indenização, salvo em caso de dano efetivo disso resultante e na forma da lei”.

Apresentação das propostas

Atualmente, Porto Alegre conta com 1.704 ônibus, 400 linhas, operados em três consórcios (STS, Unibus e Conorte), além da empresa pública Carris. As propostas para o edital de licitação serão recebidas no dia 3 de junho, na sede da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC).

Segundo a prefeitura, a licitação levou em consideração as contribuições da população enviadas por e-mail e apresentadas durante os encontros do Orçamento Participativo (OP). O edital também cita o cumprimento da legislação ao observar a existência de “duas audiências públicas realizadas nos dias 27 de fevereiro e 10 de março de 2014” – os dois eventos, porém, foram suspensos devido a tumultos.

Alvo de reclamações durante a apresentação do primeiro esboço do edital, a obrigatoriedade da inclusão de ar-condicionado em toda a frota foi contemplada na licitação. Segundo a prefeitura, outra previsão no edital será a redução do número de passageiros por metro quadrado, “trazendo um maior conforto aos usuários do sistema de transporte coletivo por ônibus”.

Fonte: Terra
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