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Mogi-Bertioga: trecho da tragédia teve 7 acidentes em 5 anos

10 jun 2016 - 09h17
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Funcionário da rodovia recolhe pertences das vítimas do acidente
Funcionário da rodovia recolhe pertences das vítimas do acidente
Foto: Jonny Ueda/Futura Press

Um trecho de descida de serra, pista simples, sem iluminação, sujeito a neblinas, curvas e uma rocha no final. O local da tragédia (km 83,9 da rodovia Mogi-Bertioga) desta quinta-feira, em que pelo menos 18 pessoas morreram e 20 ficaram feridas, foi cenário de outros sete acidentes desde o ano de 2011, segundo o Departamento de Estradas de Rodagem (DER-SP). Não há registros de mortes nas outras ocorrências. As autoridades investigam o que fez o ônibus fretado para o transporte de estudantes, entre Mogi das Cruzes e São Sebastião, bater na pedra. Quarenta pessoas estavam no ônibus.

A falta de iluminação no local é um dos fatores investigados na apuração das causas do acidente. Em relação a isso, o DER informou que não executa iluminação em rodovias estaduais, como é o caso da pista onde o acidente aconteceu. "Quando interessados na implantação de rede de iluminação, os órgãos municipais solicitam ao DER autorização para implantação", esclareceu o órgão em nota. O local do acidente fica na cidade litorânea de Bertioga (SP). Consultada, a assessoria de comunicação do município informou que não há projeto de iluminação para aquele lugar, que é de serra, e que já realizou outras obras, mas em perímetros urbanos. No trevo da Mogi-Bertioga com a Rio-Santos, por exemplo, a prefeitura instalou os equipamentos e arca com as contas de luz.

Treze radares

Segundo o DER, a Rodovia Mogi-Bertioga (SP-098) tem "boa sinalização, limites de velocidade que proporcionam segurança aos usuários, quando respeitados, e 13 equipamentos de radares implantados ao longo do trecho para coibir o excesso de velocidade".

O órgão acrescentou que implantou baias de paradas emergenciais nos dois sentidos da rodovia, fez recuperação no pavimento, implantação de faixas adicionais no sentido de Mogi das Cruzes, alargamento de pontes e implantação de elementos de segurança, como tachas refletivas, defensas metálicas, muretas de concreto entre outros. "O investimento nas obras foi de R$ 12,4 milhões", informou.

Movimento cresce

O volume diário de tráfego na rodovia cresceu cerca de 17% nos últimos quatro anos. De acordo com as estatísticas do DER, na área que ocorreu o acidente passavam 9.975 veículos de passeio e comerciais por dia em 2012. No ano seguinte, já eram 10.146. Em 2014, 10.067. No ano passado, o total de veículos chegou a 11.929. Isso quer dizer que, nesse período, o volume aumentou em 1.954 veículos por dia.

Agência Brasil Agência Brasil
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