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RJ: professores fazem assembleia para analisar proposta

4 jun 2014 18h40
| atualizado às 18h43
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Representantes dos professores das redes estadual e municipal do Rio de Janeiro, em greve desde o dia 12 de maio, estão fazendo encontros regionais para discutir o que será analisado na assembleia geral da categoria, marcada para as 11h de amanhã.

A informação é da coordenadora-geral do Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação do Rio de Janeiro (Sepe-RJ), Gesa Corrêa. Na assembleia de amanhã, a categoria vai avaliar a proposta feita pelo governo do estado de encaminhar, até o dia 30 deste mês, à Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), um projeto de lei definindo percentual de reajuste para os professores.

No entanto, segundo a sindicalista, não é possível estimar qual será o comportamento dos grevistas e se será possível encerrar o movimento conforme pediu a presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), desembargadora Leila Mariano.

A proposta do governo do estado foi apresentada, durante audiência com a presidenta do tribunal. Além dos representantes do Sepe-RJ, o secretário de estado de Educação, Wilson Risolia, o subprocurador-geral do Estado, Sérgio Pyhrro, o subsecretário de Gestão da Secretaria Municipal de Educação, Paulo Figueiredo participaram da reunião.

“Lamentavelmente, o governo não levou nenhuma proposta concreta. Não tinha índice nenhum, também não levou o cálculo de impacto dos 20% (percentual de reajuste) que a categoria aprovou. Não levou o cálculo de impacto de passar os funcionários para 30 horas e muito menos o enquadramento”, listou a coordenadora.

Na semana que vem, as partes terão nova audiência para analisar o desenvolvimento das negociações. De acordo com Gesa Corrêa, sem a presença do governador Luiz Fernando Pezão, do prefeito Eduardo Paes e dos secretários de Fazenda dos dois níveis de governo a discussão sobre ao reajuste dificilmente avançará. “Que venham o governador, prefeito, a Fazenda. Todo mundo que têm o poder de decidir e tenha a ver com a questão financeira”, explicou.

Para a coordenadora, outro fator relevante na negociação é a garantia de que os dias parados não serão considerados falta e descontados. “Nós não estamos faltando. Estamos em greve. Aqui não tem irresponsável”, comparou.

A secretaria estadual de Educação confirmou a participação na nova audiência de conciliação, mas informou que, até lá, continuará aplicando o chamado Código 30 na folha de ponto dos grevistas. O código indica falta, com consequente corte no salário.

Agência Brasil Agência Brasil
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