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PM revistará manifestantes no 7 de setembro, diz Doria

Bolsonaro tem convocado apoiadores para o ato do feriado na Avenida Paulista, e disse que comparecerá pessoalmente para discursar

1 set 2021 14h51
| atualizado às 15h06
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Viaturas da Polícia Militar em Sao Paulo
REUTERS/Caetano Barreira
Viaturas da Polícia Militar em Sao Paulo REUTERS/Caetano Barreira
Foto: Reuters

A Polícia Militar do Estado de São Paulo revistará todos os manifestantes que forem aos atos de 7 de setembro na capital paulista, tanto os que se reunirem a favor do presidente Jair Bolsonaro, na Avenida Paulista, quanto aqueles que protestarão contra o presidente, no Vale do Anhangabaú, disse nesta quarta-feira, 1º, o governador João Doria (PSDB).

"Todos os que forem às manifestações, tanto pró-Bolsonaro quanto contra Bolsonaro, no Vale do Anhangabaú e na Avenida Paulista, todos serão revistados", disse Doria em entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista.

"A Polícia Militar recebeu orientação para que todos, sem exceção, com mochilas, com bolsas, com bolsos, sejam revistados. Em hipótese nenhuma será permitido qualquer tipo de armamento, seja arma de fogo, seja arma branca, em poder de quem quer que seja. Mesmo que sejam policiais aposentados", acrescentou.

Bolsonaro tem convocado apoiadores para as manifestações de 7 de setembro à tarde na Avenida Paulista, e disse que comparecerá pessoalmente para fazer um discurso. Antes, em Brasília, ele pretende participar de um ato pela manhã na Esplanada dos Ministérios.

O presidente quer fazer dos atos no Dia da Independência uma demonstração de força e apoio popular em meio ao embate constante que trava com o Supremo Tribunal Federal (STF) e após declaração recente de que poderia atuar fora da Constituição para conter o que classifica como excessos da Corte.

Em redes sociais, apoiadores do presidente - entre eles policiais aposentados - têm afirmado que irão armados ao protesto e que a manifestação contará com policiais da ativa, o que é proibido por lei.

Também presente na coletiva, o secretário de Segurança Pública de São Paulo, general João Campos, descartou a participação de PMs da ativa nos atos e disse que o aparato de segurança para os protestos começará a ser desenhado em reunião na noite desta quarta, para ser apresentado posteriormente a Doria.

O secretário lembrou que o governo do Estado havia proibido a manifestação contrária a Bolsonaro no dia 7, já que há um protesto contra o presidente marcado para o dia 12 e para evitar manifestações de grupos antagônicos na mesma data, mas que uma decisão judicial garantiu o ato, que ocorrerá no Vale do Anhangabaú, Tanto o Anhangabaú como a Avenida Paulista ficam na região central da cidade.

"Estaremos sim com as tropas locais, estaremos com as tropas especiais, com apoio dos helicópteros Águia, com o apoio dos drones, como fazemos nas mais variadas manifestações que vêm ocorrendo nos últimos dois anos e meio, que não foram poucas, foram muitas", disse.

"O grande objetivo nosso é um efetivo condizente, um efetivo coerente para proporcionar à população a segurança que ela precisa e que ela merece", acrescentou o secretário, que estará acompanhando a operação em conjunto com o Ministério Público, a Ordem dos Advogados do Brasil, a Defensoria Pública entre outras entidades.

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