Operação Equi-Cobre resulta em 2 prisões e apreensão de mais de 100 kg de cobre furtado
Ação ocorre nos sete estados onde a Equatorial atua para conscientizar recicladores sobre o furto de materiais da rede elétrica.
A Operação Equi-Cobre, realizada pelo Grupo Equatorial com a Polícia Civil, fiscalizou dez comércios de reciclagem no Rio Grande do Sul. A ação resultou em duas prisões em flagrante por furto de energia e receptação, além da apreensão de 107 kg de cabos de cobre furtados da rede elétrica. A ofensiva integra esforços em sete estados para proteger a infraestrutura energética, coibir o mercado ilegal e evitar a interrupção no fornecimento de serviços essenciais à população.
O Grupo Equatorial realizou, nesta quarta-feira (19), a segunda edição da Operação Equi-Cobre 2026, uma ação integrada nos sete estados onde a companhia atua na distribuição de energia. No Rio Grande do Sul, foram fiscalizados dez estabelecimentos de comércio de materiais recicláveis. Duas pessoas foram presas por furto de energia e receptação de cabos da rede elétrica, e mais de 100 kg de cabos foram apreendidos.
A iniciativa contou com o apoio da Delegacia de Repressão aos Crimes Contra o Patrimônio das Concessionárias e dos Serviços Delegados (DRCP) e teve como objetivo reforçar o compromisso da CEEE Equatorial com a proteção da infraestrutura elétrica e a continuidade do fornecimento de energia.
Entre janeiro e junho de 2026, os furtos de equipamentos da rede elétrica deixaram mais de 73 mil clientes sem energia em 72 municípios que fazem parte da área de concessão.
No Rio Grande do Sul, foram visitados dez estabelecimentos nas cidades de Alvorada, na Região Metropolitana de Porto Alegre, e Capão da Canoa, no Litoral Norte. As equipes da distribuidora distribuíram, em todos os locais, cartazes de conscientização sobre o furto de equipamentos da rede elétrica.
Em um dos pontos fiscalizados, em Alvorada, foi identificada uma ligação clandestina de energia. Em outro estabelecimento de comércio de sucata, foram encontrados 107 kg de cabos de cobre utilizados em subestações e na rede subterrânea. Ao todo, duas pessoas foram presas em flagrante, uma em cada ocorrência.
A delegada titular da DRCP, Fernanda Amorim, destacou o caráter pedagógico da ação realizada em parceria com a CEEE Equatorial. "A entrega de panfletos para orientação e conscientização dos proprietários de sucatas e ferros-velhos sobre a natureza dos materiais comercializados evita, de forma preventiva, crimes como furto, receptação, roubo, estelionato e apropriação indébita", avaliou a delegada.
Segundo Johnathan Costa, gerente de Segurança Empresarial do Grupo Equatorial, o furto de cabos, transformadores e outros equipamentos afeta diretamente o fornecimento de energia, podendo provocar interrupções, danos à infraestrutura e riscos à segurança da população, além de impactar serviços essenciais.
"A Operação Equi-Cobre é uma importante ferramenta de prevenção e combate aos crimes contra a infraestrutura elétrica. A atuação integrada com as forças de segurança e os órgãos fiscalizadores fortalece as ações de inteligência e fiscalização, contribuindo para coibir o mercado ilegal desses materiais e garantir mais segurança e confiabilidade ao sistema elétrico", destaca.
A CEEE Equatorial participou de 384 ações de combate ao furto de energia e de equipamentos da rede elétrica em 2026. Essas iniciativas resultaram em 136 prisões, sendo 66 por receptação de material furtado e 70 por furto de energia.
Denuncie
A colaboração da população é vital. Denúncias anônimas podem ser feitas à Brigada Militar, pelo telefone 190; ao Disque Denúncia da Secretaria da Segurança Pública, pelo 181; ao Disque Denúncia da Polícia Civil, pelo 197; ou à Central de Atendimento da CEEE Equatorial, pelo 0800 721 2333.
Sobre a Operação Equi-Cobre
A Operação Equi-Cobre foi criada para proteger os ativos da concessionária, combater práticas ilícitas e reduzir os impactos dos crimes contra a infraestrutura elétrica, que afetam diretamente a população nos sete estados onde a Equatorial atua: Maranhão, Pará, Piauí, Alagoas, Goiás, Amapá e Rio Grande do Sul.
O nome é a junção de "EQUI", em referência aos equipamentos que compõem a rede elétrica, e "COBRE", um dos principais materiais presentes nos cabos e componentes utilizados na distribuição de energia.
De acordo com a Lei nº 15.181, de 28 de julho de 2025, os crimes de furto, roubo e receptação de fios, cabos e equipamentos utilizados no fornecimento ou na transmissão de energia elétrica passaram a ter punições mais severas.
A pena para furto qualificado de materiais usados em serviços essenciais foi elevada para dois a oito anos de reclusão, além de multa. Nos casos de roubo que comprometa serviços públicos essenciais, a pena passou a ser de seis a 12 anos de reclusão, além de multa.
Para o crime de receptação simples, a pena pode chegar a quatro anos de reclusão, além de multa. No caso de receptação qualificada, a pena pode alcançar oito anos, mas pode ser dobrada quando envolver bens ligados a serviços essenciais, chegando a até 16 anos de reclusão, além de multa.
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