Noivas invadem loja de luxo em Pinheiros após confecção não entregar vestidos às vésperas de festas
Em postagem nas redes sociais, 'My Vintage Dress' diz enfrentar problema na produção e alega que priorizará cerimônias mais próximas; clientes relatam falta de respostas e funcionárias dizem que empresa faliu
Noivas foram à loja de luxo My Vintage Dress, em São Paulo, após atrasos na entrega de vestidos e falta de suporte às vésperas de casamentos. Diante de relatos de falência e demissões feitos por funcionárias, a polícia foi chamada e clientes tentaram resgatar peças no local. A empresa alegou enfrentar problemas operacionais na produção, prometeu priorizar as cerimônias mais próximas e afirmou que entrará em contato individualmente com cada cliente para solucionar as pendências.
Clientes de uma confecção de luxo em Pinheiros, na zona oeste de São Paulo, foram ao estabelecimento nesta terça-feira, 1º, em busca de vestidos após serem informadas sobre problemas na empresa. Segundo relatos de uma das noivas, a loja não entregou o vestido comprado e deixou de retornar as mensagens às vésperas do casamento. O Estadão tenta contato com a My Vintage Dress. O espaço segue aberto.
Nas redes sociais, Letícia Queiroz compartilhou as tentativas frustradas de contato com a loja nos últimos dias e também detalhes da experiência durante os primeiros atendimentos. Segundo a noiva, a loja cogitou agendar a entrega do vestido para uma data posterior ao dia do casamento.
Em publicação nas redes sociais, a My Vintage Dress afirmou estar enfrentando "um problema importante em sua operação de produção", que afetou parte dos atendimentos e dos cronogramas em andamento. A empresa disse que sua prioridade é atender os casamentos mais próximos e organizar cada caso individualmente de acordo com a urgência da data.
A loja também alega que o volume de mensagens recebidas estava acima de sua capacidade imediata de resposta e pediu que as clientes aguardassem contato. "Todas as clientes com processos em andamento serão procuradas individualmente", informou.
De acordo com a noiva, algumas mulheres entraram no estabelecimento e levaram vestidos que encontraram disponíveis. A dona não estava no local e as costureiras tentavam ajudar as clientes. Em determinado momento, segundo Letícia, uma responsável pela confecção chegou e retirou os vestidos e as araras. Depois, as portas foram trancadas e a polícia foi chamada.
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As funcionárias disseram que tentariam entregar as peças e que havia outras profissionais em outro ateliê trabalhando para ajudar as clientes a saírem com seus vestidos ainda nesta terça. "As costureiras estão tentando ajudar a gente", afirmou Letícia em publicação nas redes sociais.
Segundo ela, as funcionárias disseram que a equipe havia sido dispensada nesta terça e que a empresa faliu. Ainda de acordo com o relato, as costureiras afirmaram que continuariam trabalhando sem receber enquanto a situação não fosse resolvida porque a dona da empresa, Camila Rossi, sempre havia sido uma boa chefe.
Noiva diz que ficou sem alternativa
Letícia contou que comprou seu vestido na My Vintage Dress em outubro do ano passado. Ela afirma que se sentiu pressionada a fechar a compra e não ficou satisfeita com a escolha. Por isso, posteriormente alugou outro vestido em uma segunda loja.
Em junho, porém, a My Vintage Dress ofereceu a possibilidade de trocar o modelo comprado. Letícia aceitou a proposta e cancelou o aluguel que havia feito no outro estabelecimento.
Com os problemas na My Vintage Dress, ela tentou reverter o cancelamento, mas foi informada de que precisaria fazer um novo contrato e pagar por um novo aluguel. Segundo a noiva, ela não tem dinheiro para arcar com outro vestido.
Letícia afirmou que conseguiu levar para casa um vestido da My Vintage Dress, mas que a peça ainda apresentava problemas. Ela recebeu as pedrarias para tentar fazer os ajustes em casa. Segundo a noiva, uma empresa de vestidos entrou em contato com ela após ver o relato para ajudar a solucionar o problema.
Ainda nas redes sociais, a My Vintage Dress pediu desculpas pelo transtorno e afirmou estar concentrando esforços para encontrar soluções e conduzir cada caso. Na publicação, a empresa não informou que fechou ou faliu.
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