SP confirma dois novos casos de sarampo e total chega a 28 no Estado
Secretaria estadual da Saúde registrou mais de 2,5 milhões de doses aplicadas da vacina contra a doença em agosto
São Paulo confirmou dois novos casos de sarampo na capital, elevando para 28 o total no Estado em 2026, concentrados na capital, Guarulhos e São Bernardo do Campo. A maioria dos pacientes não tinha vacinação completa. Em resposta às cadeias de transmissão identificadas, foram aplicadas 2,5 milhões de doses na rede pública. Com o fim da campanha ampliada nesta terça-feira, a Secretaria de Saúde reforça que as vacinas continuam disponíveis nas UBSs para atualização da caderneta.
São Paulo chegou a 28 casos de sarampo em 2026 nesta terça-feira, 1º, de acordo com informações da secretaria de Saúde do Estado. Dois novos casos foram confirmados na capital: uma criança menor de 1 ano e uma mulher na faixa dos 40 anos.
Dos 28 casos em 2026 no Estado, 25 ocorreram na capital, dois em São Bernardo do Campo e um em Guarulhos. Até o momento, 20 pacientes não tinham registro de vacinação contra a doença ou apresentavam esquema vacinal incompleto.
De acordo com a secretaria da Saúde, quatro cadeias de transmissão foram identificadas no Estado em 2026. A primeira, registrada entre março e abril e associada a dois casos importados confirmados, foi encerrada após 12 semanas sem novas ocorrências relacionadas. As cadeias identificadas em junho, julho e agosto permanecem sob acompanhamento dos grupos de vigilância epidemiológica estadual e municipais.
As três cidades que registraram casos tiveram uma "estratégia ampliada" de vacinação contra o sarampo para pessoas de seis meses a 59 anos, somando 2,4 milhões de doses: 2 milhões na capital, 230,1 mil em Guarulhos e 169,5 mil em São Bernardo do Campo. No total, 2,5 milhões de doses foram aplicadas em todo o Estado.
Nessa terça, será encerrada essa estratégia ampliada e a Campanha de Multivacinação, realizada em todo o estado para atualizar a caderneta de crianças e adolescentes menores de 15 anos.
No entanto, as vacinas continuarão disponíveis nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs, os postos de saúde), de acordo com o calendário de rotina. A orientação é procurar a unidade mais próxima para verificar e atualizar a situação vacinal.
"Essa mobilização mostra a capacidade de resposta da rede pública. A vacinação, aliada ao monitoramento dos casos e à comunicação clara com a população, é fundamental para interromper a transmissão e ampliar a proteção", afirma José Elisomar Santana, diretor de Imunização da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (CVE-SP).
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