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Justiça determina prisão temporária de suspeito de depredar Alerj

20 jun 2013
21h26
atualizado às 21h52
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A Justiça do Rio de Janeiro decretou a prisão temporária de Arthur dos Anjos Nunes pelo prazo de cinco dias. Segundo o Tribunal de Justiça, ele foi detido com coquetel molotov e teria participado da depredação do prédio da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) na segunda-feira. O Ministério Público estadual deu parecer favorável.

<p>O grupo tentou invadir a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), mas a Tropa de Choque chegou lançando bombas de gás lacrimogêneo</p>
O grupo tentou invadir a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), mas a Tropa de Choque chegou lançando bombas de gás lacrimogêneo
Foto: Mauro Pimentel / Terra

O magistrado responsável determinou ainda busca e apreensão nas residências de Nunes e de Angelo Mendonça Castilho, que teria espancado um policial. Segundo a Justiça, as investigações indicam que o suspeito de depredar a Alerj teria "certa liderança" sobre um grupo que ajudou a atacar o prédio na ocasião e, assim, sua prisão pode ajudar a identificar outros integrantes. Além disso, a prisão poderia evitar novos vandalismos.

O texto da decisão afirma que vídeos mostram Nunes caminhando em meio à passeata com um objeto semelhante a um chicote e que foi utilizado por ele para a depredação do prédio. Os dois foram indiciados por formação de quadrilha e por uso de artefato explosivo. O pedido de prisão temporária de Castilho foi indeferido por falta de provas.

Protestos contra tarifas mobilizam população e desafiam governos de todo o País
Mobilizados contra o aumento das tarifas de transporte público nas grandes cidades brasileiras, grupos de ativistas organizaram protestos para pedir a redução dos preços e maior qualidade dos serviços públicos prestados à população. Estes atos ganharam corpo e expressão nacional, dilatando-se gradualmente em uma onda de protestos e levando dezenas de milhares de pessoas às ruas com uma agenda de reivindicações ampla e com um significado ainda não plenamente compreendido.

A mobilização começou em Porto Alegre, quando, entre março e abril, milhares de manifestantes agruparam-se em frente à Prefeitura para protestar contra o recente aumento do preço das passagens de ônibus; a mobilização surtiu efeito, e o aumento foi temporariamente revogado. Poucos meses depois, o mesmo movimento se gestou em São Paulo, onde sucessivas mobilizações atraíram milhares às ruas; o maior episódio ocorreu no dia 13 de junho, quando um imenso ato público acabou em violentos confrontos com a polícia.

O grandeza do protesto e a violência dos confrontos expandiu a pauta para todo o País. Foi assim que, no dia 17 de junho, o Brasil viveu o que foi visto como uma das maiores jornadas populares dos últimos 20 anos. Motivados contra os aumentos do preço dos transportes, mas também já inflamados por diversas outras bandeiras, tais como a realização da Copa do Mundo de 2014, a nação viveu uma noite de mobilização e confrontos em São PauloRio de JaneiroCuritibaSalvadorFortalezaPorto Alegre e Brasília.

A onda de protestos mobiliza o debate do País e levanta um amálgama de questionamentos sobre objetivos, rumos, pautas e significados de um movimento popular singular na história brasileira desde a restauração do regime democrático em 1985. A revogação dos aumentos das passagens já é um dos resultados obtidos em São Paulo e outras cidades, mas o movimento não deve parar por aí. “Essas vozes precisam ser ouvidas”, disse a presidente Dilma Rousseff, ela própria e seu governo alvos de críticas.

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Fonte: Terra
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