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Juiz pernambucano denuncia ofensas xenofóbicas em hotel de Porto Alegre

Tribunais do RS e de Pernambuco, além da Ajuris, manifestaram repúdio ao episódio; caso foi registrado na polícia

11 out 2026 - 16h28
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Resumo
O juiz Francisco Tojal Dantas Matos, do TJPE, registrou boletim de ocorrência após sofrer ofensas xenofóbicas em um hotel de Porto Alegre. O ataque ocorreu enquanto ele tirava dúvidas sobre um prato local e foi hostilizado por outro hóspede devido à sua origem nordestina e ao seu sotaque. O agressor ainda não foi identificado. O magistrado estava na cidade a trabalho, e entidades jurídicas como o TJRS, a Ajuris e o TJPE repudiaram o episódio, cobrando apuração dos fatos.

Uma conversa sobre um prato tradicional do Rio Grande do Sul terminou em uma denúncia de xenofobia em Porto Alegre. O juiz Francisco Tojal Dantas Matos, natural de Sergipe e integrante do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), afirma ter sido alvo de ofensas relacionadas à sua origem nordestina durante uma situação ocorrida no restaurante de um hotel da capital gaúcha.

Foto: Reprodução / Porto Alegre 24 horas

Segundo o relato do magistrado, ele conversava com uma funcionária do estabelecimento para saber mais sobre o prato conhecido como "à la minuta" quando outro hóspede interrompeu a conversa e perguntou, em tom de deboche, de que país ele era.

De acordo com o juiz, o homem passou a utilizar palavrões e fez referências políticas associadas à sua origem. Diante do receio de que a situação evoluísse para uma agressão física, Tojal registrou um boletim de ocorrência. Até o momento, o autor das ofensas não havia sido identificado.

O magistrado estava em Porto Alegre para ministrar uma palestra sobre violência de gênero na Escola da Associação dos Juízes do Rio Grande do Sul (Ajuris).

Ao comentar o episódio, Tojal afirmou que, na sua avaliação, as manifestações não estavam relacionadas à comida, mas ao seu sotaque e à sua procedência.

O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS), a Ajuris e o Tribunal de Justiça de Pernambuco manifestaram repúdio ao ocorrido e defenderam a apuração dos fatos.

Apesar da situação, o juiz ressaltou que o episódio não representa a população gaúcha, que descreveu como acolhedora e parceira em causas humanitárias.

O caso reacende a discussão sobre a xenofobia e o preconceito contra pessoas de diferentes regiões do Brasil, reforçando a importância do respeito à diversidade cultural e às diferenças regionais.

Porto Alegre 24 horas
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