Jovem é queimada por caravela-portuguesa no litoral do Paraná: 'Só conseguia gritar'
Acidente ocorreu na parte rasa do mar
A londrinense Brenda Gonçalves, de 29 anos, foi queimada por tentáculos de uma caravela-portuguesa no balneário Shangri-lá, em Pontal do Paraná, no litoral do Estado. O animal, que é semelhante à água-viva, estava na parte rasa do mar.
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O que era para ser a curtição de um feriado, no dia 15 de novembro de 2024, se tornou um pesadelo para a jovem. Depois de 20 anos sem ir à praia, Brenda e a família escolheram o litoral paranense para o passeio cheio de significado.
Ela relatou à Marie Claire que, por volta do meio-dia, entrou no mar com a cunhada. Elas estavam na parte rasa e, além delas, havia crianças no local. "Até que minha cunhada olhou para atrás de mim e falou: ‘Nossa, que bonito! O que é aquilo?’. Quando eu virei para ver o que era, minha cunhada começou a gritar que estava queimando e saiu correndo", disse.
No desespero, Brenda tropeçou nos tentáculos da caravela-portuguesa ao tentar fugir, o que agravou ainda mais as suas queimaduras. A mãe e o irmão da jovem tentaram ajudar a retirar os tentáculos com as mãos, mas acabaram se ferindo também.
A caravela-portuguesa é um organismo composto por outros seres conectados anatomicamente a ela. O animal se assemelha à água-viva por conta da tonalidade, que varia entre roxo, azul e rosa, mas seus tentáculos podem chegar a 50 metros de comprimento.
Outro banhista que viu o desespero de Brenda jogou água doce em cima das queimaduras, o que não é o indicado para o tipo de situação, pois a água doce agrava ainda mais as feridas. "A dor começou a parecer como se tivesse um ferro quente nas minhas pernas e mãos. Ao mesmo tempo, era latejante. A única coisa que eu conseguia fazer era gritar", afirmou.
A jovem foi atendida pelo Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma em Emergência (Siate) e levada à Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) mais próxima. Segundo socorristas, o ideal para esse tipo de queimadura é usar vinagre ou a própria água do mar para tentar aliviar a dor.
“Foram mais de 20 minutos gritando incansavelmente porque a dor era maior a cada segundo. Eu suplicava para alguém tirar aquilo de mim”, contou.
Brenda precisou tomar injeção com anti-alérgico, analgésico e, até mesmo, uma dose de tramadol, por conta da intensidade da dor. As queimaduras foram cuidadas com pomadas e antibióticos, além de serem protegidas com faixas. Ela recebeu alta no mesmo dia, mas acabou retornando uma semana depois do acidente após uma reação alérgica.
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