Jornal: piloto de avião que atingiu paraquedista não estava habilitado
O piloto do avião que atingiu um paraquedista no ar em Boituva, interior de São Paulo, está com a habilitação para lançar paraquedistas vencida desde outubro de 2006, de acordo com os registros da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Douglas Leonardo de Oliveira, 35 anos, também está com o exame médico vencido desde 15 de maio de 2012. Ele tem autorização para pilotar alguns tipos de aviões, incluindo o Cessna, no qual estava. As informações são do jornal Folha de S. Paulo.
O jornal tentou entrar em contato com o piloto, mas não conseguiu. Em depoimento à polícia ontem à tarde, Oliveira disse ter mais de 7 mil horas de voo. O paraquedista Alex Adelman, 33 anos, morreu na colisão. O piloto disse que fez uma manobra conhecida como "mergulho", em que o avião desce na vertical, após o salto dos paraquedistas. De acordo com Roberto Peterka, ex-técnico do Centro de Investigações e Prevenção a Acidentes Aéreos (Cenipa), essa manobra é irregular. Opinião compartilhada pelo presidente da Federação Paulista de Paraquedismo, Francisco Leite de Carvalho. A polícia procura o vídeo feito por Adelman no local onde ele caiu, mas até o início da noite de ontem não havia encontrado nada.
O acidente
Um paraquedista foi atingido por um avião na tarde do dia 9 de julho em uma área rural de Boituva (SP), município a 100 km da capital paulista, conhecido como capital do paraquedismo. Segundo o Corpo de Bombeiros, o paraquedista Alex Adelman, 33 anos, perdeu a consciência depois do impacto com o avião de onde o grupo havia saltado. Outros dois paraquedistas ficaram feridos ao serem atingidos por Adelman.
Técnicos do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), ligado à Aeronáutica, foram até Boituva (SP) para investigar o acidente. De acordo com o Cenipa, o objetivo não é apontar culpados, mas sim descobrir ou levantar hipóteses sobre o que ocorreu. A Polícia Civil registrou o caso como homicídio simples. A conduta do piloto e dos paraquedistas serão investigadas.