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Irmão de Eloá Pimentel, tenente da Rota é baleado na cabeça na Grande SP

Ronickson Pimentel dos Santos fazia um treino de crossfit quando foi atingido por um tiro na cabeça

27 jun 2026 - 13h18
(atualizado às 14h26)
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Ronickson Pimentel dos Santos é irmão mais velho de Eloá Pimentel, morta pelo ex-namorado em 2008
Ronickson Pimentel dos Santos é irmão mais velho de Eloá Pimentel, morta pelo ex-namorado em 2008
Foto: Reprodução/ r_pimentels/Instagram

O tenente da Polícia Militar Ronickson Pimentel dos Santos, irmão mais velho de Eloá Cristina Pimentel, foi baleado na cabeça, na manhã deste sábado, 27, em São Caetano do Sul, na Grande São Paulo. Ele integra a Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota). 

A PM informou que a tentativa de homicídio ocorreu na Avenida Goiás. Segundo o canal GloboNews, ele realizava um treino de crossfit quando foi baleado por homens armados em uma motocicleta. A dupla fugiu na sequência. 

Equipes de resgate prestaram os primeiros atendimentos, e o policial foi socorrido pelo helicóptero Águia. Ainda não há informações para qual hospital tenente Pimentel foi encaminhado, mas a Corporação informou que ele passa por cirurgia neste momento.  

Ronickson 1º tenente do 1º Batalhão de Polícia de Choque de São Paulo. Ele é irmão mais velho de Eloá, jovem que foi morta aos 15 anos, depois de ser mantida em cárcere privado pelo ex-namorado Lindemberg Alves, em um apartamento em Santo André, em 2008. 

Relembre o caso

Em 13 de outubro de 2008, por volta das 13h, Lindemberg Alves invadiu o apartamento da ex-namorada Eloá Cristina Pimentel na região do ABC Paulista, após não se conformar com o fim do relacionamento entre os dois.

Durante o sequestro, que durou 5 dias, Lindemberg manteve a ex-namorada e outros 3 colegas em cárcere privado. Iago Vilera e Victor Campos foram liberados pelo sequestrador na mesma noite. Já Nayara Rodrigues da Silva, outra colega de Eloá, conseguiu deixar o cativeiro no dia 14, mas acabou voltando para auxiliar nas negociações.

Após dias de negociações com Lindemberg, sem sucesso, a polícia decidiu invadir o apartamento onde as vítimas eram mantidas reféns. O sequestro, que durou cerca de 100 horas, foi acompanhado pelo País inteiro e se prolongou até o início da noite de 17 de outubro, quando a polícia decidiu invadir o apartamento após inúmeras tentativas frustradas de negociações.

Durante a invasão policial ao apartamento, Lindemberg reagiu atirando contra as duas jovens. Eloá morreu com um tiro na cabeça e outro na virilha. Nayara foi atingida no rosto, foi socorrida e sobreviveu.

Em 16 de fevereiro de 2012, 4 anos após o crime, Lindemberg Alves foi condenado a 98 anos e 10 meses de prisão pelos 12 crimes pelos quais foi julgado, incluindo homicídio qualificado, cárcere privado, lesão corporal e tentativa de homicídio.

Fonte: Portal Terra
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