Irmã e cunhado de cabeleireira assassinada vão a júri por morte em Tramandaí
Quatro réus são acusados de participar do planejamento do crime ocorrido dentro de salão de beleza em 2018.
Quatro acusados pela morte da cabeleireira Návia Regina Christan, de 46 anos, serão julgados pelo Tribunal do Júri nesta quinta-feira (16), em Tramandaí, no Litoral Norte do Rio Grande do Sul. Entre os réus estão a irmã e o cunhado da vítima, apontados como mandantes do crime, além de duas pessoas acusadas de intermediar a contratação dos executores.
Segundo a denúncia do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), o assassinato teria sido motivado por conflitos familiares e questões financeiras. A acusação sustenta que os investigados acreditavam que Návia estaria causando prejuízos à irmã, que também trabalhava como cabeleireira.
O crime ocorreu em 5 de novembro de 2018, dentro do salão de beleza da vítima. Conforme a investigação, um dos executores entrou no estabelecimento fingindo ser um cliente e efetuou os disparos que mataram a cabeleireira.
Antes do assassinato, Návia já havia sido alvo de uma tentativa de homicídio, em outubro de 2017. Na ocasião, ela foi atingida por tiros dentro de casa e perdeu a visão de um dos olhos. A investigação apontou que a irmã e o cunhado teriam participado da articulação do primeiro ataque.
Em março de 2025, quatro envolvidos na tentativa de homicídio foram condenados pelo Tribunal do Júri de Tramandaí. Entre eles estavam a irmã e o cunhado da vítima, uma intermediária e o responsável pelos disparos.
Agora, os jurados irão avaliar a participação dos quatro acusados na morte da cabeleireira. Eles respondem por homicídio qualificado por motivo fútil, mediante pagamento ou promessa de recompensa e por recurso que dificultou a defesa da vítima.
A sessão terá a atuação dos promotores de Justiça André Tarouco e Aline Baldissera, do Núcleo de Apoio ao Júri (NAJ). Conforme o MPRS, o julgamento busca esclarecer a responsabilidade dos envolvidos no planejamento e na execução do crime.
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