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Influenciador investigado por fraude de R$ 146 mi é preso acusado de ameaçar empresários e citar PCC

Gabriel Spalone teria ameaçado sequestrar familiares das vítimas caso não recebesse dinheiro exigido; defesa nega ligação com facção e diz que não teve acesso ao processo

8 out 2026 - 17h48
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Resumo
O influenciador Gabriel Spalone foi preso em São Paulo acusado de extorquir e ameaçar ex-sócios, afirmando integrar o Primeiro Comando da Capital (PCC). Já investigado por um esquema que desviou R$ 146 milhões via Pix e recentemente extraditado da Argentina, ele teria ameaçado sequestrar familiares das vítimas caso não recebesse valores exigidos. A defesa do empresário nega qualquer ligação com a facção criminosa e informou que pedirá sua liberdade na audiência de custódia.

O influenciador e empresário Gabriel Spalone foi preso novamente em São Paulo nesta quinta-feira, 8, desta vez sob suspeita de se apresentar como integrante do Primeiro Comando da Capital (PCC), extorquir e ameaçar dois empresários. A defesa de Spalone diz que não teve acesso ao processo e nega ligação do influenciador com o PCC.

Ele já havia sido alvo, em 2025, de uma operação policial que investigou um esquema suspeito de desviar R$ 146 milhões por meio do PIX.

A nova ordem de prisão foi expedida pelo Tribunal de Justiça de SP após as denúncias de extorsão. Spalone deve passar por audiência de custódia nesta sexta-feira, 9, informou o TJ-SP.

O influenciador e empresário Gabriel Spalone foi preso novamente em São Paulo nesta quinta-feira, 8
O influenciador e empresário Gabriel Spalone foi preso novamente em São Paulo nesta quinta-feira, 8
Foto: Reprodução/Rede Social / Estadão

O influenciador teria se apresentado como integrante da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) e ameaçado sequestrar familiares das vítimas caso não recebesse o dinheiro exigido desde abril de 2026. As vítimas eram sócias de Spalone e, por indicação dele, teriam investido em um criptoativo.

Em nota, Eduardo Maurício, advogado de defesa de Spalone, afirma que ainda não teve acesso ao processo, já que ele está em segredo de justiça. A defesa assegura que seu cliente não integra o PCC e que irá pleitear a sua liberdade em audiência de custódia e, se for o caso, a revogação de sua prisão preventiva.

Ainda de acordo com a Justiça de São Paulo, em fevereiro deste ano, Spalone teve a liberdade provisória expedida após ter sido preso pela Interpol na Argentina e extraditado para o Brasil.

A Secretaria da Segurança Pública informou que policiais civis da 1ª Delegacia Antissequestro, do Departamento de Operações Policiais Estratégicas (DOPE), localizaram e apreenderam com ele três celulares, um tablet e um notebook. As investigações prosseguem.

Suspeita de desvio de R$ 146 milhões

Ele é dono de fintechs voltadas a operações de pagamentos e investimentos. Além de Spalone, outros dois homens também são investigados. A defesa deles não foi localizada.

A Polícia Civil constatou que o esquema utilizou diversas contas mantidas em uma instituição bancária para o recebimento dos valores. As investigações também apontaram que os suspeitos utilizaram o Pix como meio de transferência.

Ainda de acordo com a investigação, os suspeitos ainda usaram a credencial de uma prestadora de serviços para desviar os valores do banco em fevereiro de 2025.

Em 23 de setembro do ano passado, a 1ª Delegacia da Divisão de Crimes Cibernéticos, vinculada ao Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) da Polícia Civil, deflagrou a Operação Dubai, que tinha como objetivo o cumprimento de mandados de prisão preventiva contra Spalone e os dois homens. Um deles foi localizado na capital paulista e outro em Campinas, no interior de São Paulo, mas Spalone não foi encontrado.

Difusão vermelha da Interpol

O nome dele chegou a ser incluído na Difusão Vermelha da Interpol e as buscas mobilizaram agentes da Polícia Civil e autoridades da Argentina, do Panamá, do Paraguai e dos Estados Unidos. Ele foi preso em um aeroporto de Buenos Aires em 27 de setembro de 2025, após desembarcar de um voo que tinha saído do Panamá.

Na ocasião, a defesa de Spalone disse que o influenciador concordou com a extradição e que a decisão demonstrava a contribuição de Gabriel quanto à busca da verdade real dos fatos.

"Gabriel nunca fugiu. Ele já se encontrava no exterior e isso tudo foi uma aventura jurídica por parte da autoridade policial, que fez constar que Gabriel tinha fugido", disse Mauricio.

Estadão
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