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Homem é condenado a mais de 91 anos por estuprar mulher e matar casal no RS

Réu também tentou assassinar uma criança para garantir a impunidade, segundo o Ministério Público

24 jul 2026 - 09h10
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Um homem foi condenado a 91 anos e seis meses de prisão em regime inicial fechado pelos crimes de estupro de vulnerável, dois homicídios qualificados e uma tentativa de homicídio qualificado. O magistrado determinou a execução imediata da pena e manteve a prisão do condenado.

Foto: Magnific / Porto Alegre 24 horas

A sentença foi proferida pelo Tribunal do Júri de Piratini, na Região Sul do Rio Grande do Sul, na última terça-feira (22), e também determinou o pagamento de R$ 500 mil por danos morais às vítimas e familiares.

Segundo o Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), os crimes ocorreram em março de 2023, no interior do município. Conforme a denúncia, o condenado aproveitou-se da deficiência intelectual de uma mulher, atualmente com 36 anos, para cometer o estupro enquanto estava responsável pelos cuidados dela durante a ausência dos pais.

Ainda de acordo com a acusação, após o abuso ser descoberto, o homem matou a tiros o pai e a mãe da vítima enquanto ambos dormiam, com o objetivo de impedir que o crime sexual fosse revelado. Em seguida, tentou matar o irmão da mulher, que tinha 11 anos na época. A criança conseguiu fugir e foi socorrida, sobrevivendo ao ataque.

Na sentença, a Justiça destacou que os homicídios foram praticados mediante recurso que impossibilitou a defesa das vítimas e tiveram como finalidade assegurar a impunidade do estupro de vulnerável.

A pena foi fixada em 19 anos e seis meses pelo estupro, 27 anos de prisão para cada um dos homicídios qualificados e 18 anos pela tentativa de homicídio qualificado, totalizando 91 anos e seis meses de reclusão.

A promotora de Justiça Amanda Jessyca de Souza Alves, que atuou no julgamento, afirmou que a condenação representa uma resposta à gravidade dos crimes. Segundo ela, o resultado reafirma o compromisso do Ministério Público com a responsabilização dos autores e a defesa das vítimas.

Porto Alegre 24 horas
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