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Caso Larissa Morata: irmã de PM preso é alvo de mandado de busca e apreensão

Polícia investiga envolvimento de Thamires Costa Mathias, de 19 anos, na morte da cunhada. Defensa diz que jovem se apresentou à polícia e colabora com as investigações

10 set 2026 - 14h32
(atualizado às 18h21)
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Resumo
A Polícia Civil cumpriu mandado de busca contra Thamires Mathias, irmã do soldado Vinicius Silva, preso após a morte de sua esposa, Larissa Morata, baleada na cabeça em Embu das Artes (SP). Thamires não estava em casa, mas se apresentou à delegacia. O PM alega que a vítima tirou a própria vida após o término do casal, versão apoiada pela irmã, que estava no local. A polícia apura a conduta da jovem e eventuais divergências nos depoimentos para esclarecer as reais circunstâncias da morte.

A Polícia Civil realizou uma ação nesta quinta-feira, 10, para cumprir um mandado de busca e apreensão contra Thamires Costa Mathias, de 19 anos, irmã do soldado Vinicius Costa Silva, de 26, preso desde segunda-feira, 7, após a mulher dele, Larissa da Cruz Morata, de 29, ter sido encontrada morta.

A Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP) informou que os policiais foram até o endereço de Thamires na manhã desta quinta-feira, mas que a mulher não foi localizada. A Delegacia de Embu das Artes investiga todas as circunstâncias dos fatos e apura a conduta da cunhada da vítima.

Em nota, a defesa da jovem disse que ela não estava em casa, mas que "compareceu espontaneamente à Delegacia de Polícia de Embu das Artes, colocando-se à disposição das autoridades para colaborar com as investigações em andamento."

Larissa da Cruz Morata foi encontrada morta no domingo, 6; Vinicius Costa Silva foi preso na segunda-feira, 7.
Larissa da Cruz Morata foi encontrada morta no domingo, 6; Vinicius Costa Silva foi preso na segunda-feira, 7.
Foto: Reprodução/Rede social / Estadão

Larissa foi encontrada caída no banheiro da casa onde morava com Silva e o filho, de dois anos, em Embu das Artes, na região metropolitana de São Paulo, por volta das 11h de domingo, 6. Ela tinha um ferimento na cabeça provocado por arma de fogo. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foi acionado e confirmou a morte da jovem.

Em depoimento à Polícia Civil, Silva alegou que Larissa tirou a própria vida. O advogado Roberto Montanari Custódio, que representa a defesa de Silva, afirmou, em nota divulgada na terça-feira, 8, que o policial militar "permanece sustentando, desde o primeiro momento, que não praticou qualquer ato de violência contra Larissa e que sua morte decorreu de uma fatalidade relacionada à retirada da própria vida".

O advogado, que também representa Thamires, disse que, a princípio, a jovem não é investigada.

Ao contar a sua versão à Polícia Civil, o soldado afirmou que, na manhã de domingo, teve uma conversa com Larissa sobre pôr fim ao relacionamento, mas que a mulher "começou a chorar e ficou bastante abalada". Depois, ele relatou ter ido dormir e ter sido acordado por um estrondo muito forte que, inicialmente, pensou ser o som de um vidro quebrando.

O policial disse ter ouvido um desenho infantil na sala e acreditado que o filho pudesse ter quebrado um copo ou algum objeto. Ao chegar ao cômodo, porém, encontrou o menino brincando. Ele perguntou onde estava Larissa e, segundo seu relato, foi informado de que ela estava tomando banho.

Nesse momento do depoimento, Silva não mencionou se havia mais alguém no cômodo. Thamires, no entanto, afirmou que estava na sala com o sobrinho quando o disparo ocorreu.

Silva disse que foi até o banheiro, que fica atrás de uma estrutura do guarda-roupa com espelho no quarto do casal, e encontrou Larissa caída. Na sequência, afirmou ter ligado para o 190.

Thamires disse à Polícia Civil que, enquanto o casal conversava no quarto, ela estava na sala com o sobrinho. Segundo ela, Larissa saiu do quarto, disse que o relacionamento tinha terminado e, depois, foi tomar banho e pediu para ficar sozinha.

A mulher disse que ouviu um "barulho extremamente alto", levantou "imediatamente" e correu em direção ao quarto, onde encontrou Silva. Segundo ela, o irmão teria perguntado sobre Larissa nesse momento.

A jovem relatou que, após o irmão encontrar a cunhada no chão do banheiro, pegou o sobrinho, foi para um quarto e também acionou a Polícia Militar.

A investigação do caso continua para esclarecer a dinâmica da morte de Larissa. Segundo a SSP, novas diligências periciais serão realizadas na sexta-feira, 11, no imóvel onde o casal morava, com "o objetivo de reunir elementos que contribuam para o esclarecimento do caso".

Estadão
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