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Funcionários da Supervia agridem passageiros em trem no Rio

15 abr 2009 - 08h33
(atualizado às 09h01)
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Funcionários da Supervia, concessionária do transporte ferroviário do Rio de Janeiro, agrediram a socos e objetos semelhantes a chicotes passageiros que tentavam embarcar em um dos trens na estação de Madureira, no subúrbio carioca. As imagens das agressões foram divulgadas nesta manhã pela Rede Globo. Há três dias, os ferroviários do Rio de Janeiro estão em greve, o que tem provocado atrasos nas saídas dos trens e a superlotação das estações e composições.

» No 3º dia, greve dos ferroviários volta a causar lentidão no Rio

Pedro Ricardo de Oliveira Neto, secretário-geral do Sindicato dos Ferroviários do Estado, afirmou que a agressão é uma afronta à população do Rio de Janeiro. "Isso foi uma afronta e mostra o que é esta concessionária que administra a malha ferroviária do Estado", disse.

O diretor de Marketing da Supervia, José Carlos Leitão, afirmou que a atitude do grupo de funcionários da concessionária foi isolada e eles não recebem qualquer tipo de orientação da empresa para agir com o uso da força.

Leitão afirmou que o problema foi causado por passageiros que tentavam segurar a porta da composição e, assim, impediam a saída do trem. Segundo ele, este tipo de atitude é considerado crime pelo Código Penal. "Quem segura porta é marginal", disse.

Na mesma composição, segundo ele, algumas pessoas tentaram invadir a cabine do maquinista, destruíram extintores de incêndio e subiram na parte superior do trem. Ele informou que um passageiro foi preso, mas disse não ter detalhes sobre a prisão.

O diretor atribuiu à greve dos ferroviários a situação que envolveu os funcionários da Supervia. Segundo ele, a determinação judicial de manter 60% dos maquinistas trabalhando não está sendo cumprida e, por isso, o sindicato já foi multado em R$ 50 mil.

O secretário-geral do sindicato, Pedro Ricardo de Oliveira Neto, afirmou que há um despreparo dos funcionários da concessionária que trabalham nas estações. "O que acontece é esse tipo de violência", disse.

Segundo ele, a Supervia não tem autorização de manter seguranças nas estações de trens. A segurança é feita pela Polícia Militar do Estado por meio do batalhão ferroviário.

O sindicato terá uma reunião com o Secretário de Transportes, Júlio Lopes, às 10h, para discutir a situação. Às 14h, está prevista uma passeata dos ferroviários até o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Fonte: Redação Terra
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