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Fiquei 4 horas presa no trem em SP, diz passageira

8 dez 2009 - 10h28
(atualizado às 11h35)
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Vagner Magalhães
Direto de São Paulo

A chuva que atinge a cidade de São Paulo complica o trânsito e fez muita gente chegar atrasada ao trabalho nesta manhã. Lilian Roberta de Castro, 37 anos, auxiliar em enfermagem, diz que ficou quatro horas dentro de um trem. Lilian, que trabalha na enfermaria do shopping Market Place, na zona sul, saiu de Guaianazes, na zona leste, com destino à estação Morumbi.

Chuvas causam transtornos para o paulistas
Chuvas causam transtornos para o paulistas
Foto: Reinaldo Marques / Terra

A auxiliar em enfermagem afirma que saiu às 6h de casa e, às 10h10, o maquinista orientou os passageiros a descerem na estação Pinheiros, zona oeste, porque havia um alagamento no caminho para a estação Hebraica. Ela diz que, durante o trajeto, o trem parou várias vezes e chegou a ficar 30 minutos sem sair do lugar.

Às 10h15, a situação se normalizou e pegou novamente o trem para chegar ao destino. A técnica em enfermagem, ao pedir informações a funcionários da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), chorou. "Precisava chegar ao trabalho o quanto antes", afirmou ela.

"Esse trajeto de trem já não é fácil normalmente. É desumano ficar quatro parando de estação em estação para conseguir trabalhar", disse. Lilian costuma chegar ao Market Place às 9h45.

A publicitária Rani Costa, 23 anos, que utiliza um serviço de ônibus fretados, afirma que, por causa da chuva, teve que desistir de esperar o transporte e demorou três horas para chegar ao trabalho, sendo que normalmente demora 45 minutos.

Rani explica que mora em Pompeia, na zona oeste, e o ônibus costuma ir até a Marginal Pinheiros, pela qual faz a maior parte do trajeto até o bairro Brooklin, na zona sul, onde trabalha. Contudo, como o fretado, que estaria preso no trânsito na zona norte, região mais afetada pela chuva, estava demorando muito, decidiu tentar outro meio. "Peguei uma carona até a Marginal Pinheiros para pegar um trem", disse.

Chegando na estação, ela descobriu que os trens estavam parados por causa da precipitação. Rani e três colegas de trabalho decidiram então chamar um táxi que, segundo ela, demorou mais de uma hora para chegar. No final da jornada, Rani, que costuma chegar às 7h20 no trabalho, chegou às 9h20. A publicitária afirma que o trajeto foi parecido com o que normalmente faz, mas o problema foi a demora em conseguir um meio de transporte para chegar à empresa.

A bancária Priscilla Alves Pereira, 26 anos, que trabalha no shopping D&D, Embarcou às 8h30 na estação de metrô de Santa Cecília, na região central. Ela Fez o trajeto até a Barra Funda, também na região central, onde fez a baldeação para a linha da CPTM. "Não tem o que fazer. Sou caixa, já liguei na agência e o pessoal entendeu. Pediram para eu ficar tranquila já que a cidade está toda parada", disse.

"O trem está superlotado e é um calor infernal. Pediram para descer na estação Pinheiros, mas parece que a situação normalizou. Vou tentar chegar até às 11h", afirmou Priscilla.

Fretados

A chuva fez com que uma empresa de fretados, a ADM Fretamento, mandasse de volta para sua garagem os 24 ônibus que possui diante da impossibilidade de enfrentar os engarrafamentos na zona norte. A companhia não tem um número exato de passageiros, já que muitos veículos são terceirizados, mas estima que mais de mil pessoas ficaram sem transporte por causa do problema.

André Barros, que trabalha na empresa, relata que nem os funcionários da companhia conseguiram chegar ao trabalho hoje. Apenas ele e um colega, que pegam ônibus, estavam no setor no qual trabalha.

Fonte: Terra
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