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Feriado de 9 de julho: entenda o que motiva a data em São Paulo

Data magna do Estado relembra levante armado de 1932 contra o governo de Getúlio Vargas

9 jul 2026 - 04h59
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Símbolo da Revolução Constitucionalista de 1932, o obelisco é o maior monumento da cidade e tem 72 metros de altura. A construção do monumento foi iniciada em 1947 e concluída em 1970. Tombado pelos conselhos estadual e municipal de preservação de patrimônio histórico, o mausoléu do Obelisco guarda os corpos de estudantes como Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo (o M.M.D.C.) - mortos durante a Revolução de 1932 -, e de outros 713 ex-combatentes. Para homenageá-los e preservar a memória da rebelião, há cenas bíblicas e passagens da história paulista feitas com pastilhas de mosaico veneziano.
Símbolo da Revolução Constitucionalista de 1932, o obelisco é o maior monumento da cidade e tem 72 metros de altura. A construção do monumento foi iniciada em 1947 e concluída em 1970. Tombado pelos conselhos estadual e municipal de preservação de patrimônio histórico, o mausoléu do Obelisco guarda os corpos de estudantes como Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo (o M.M.D.C.) - mortos durante a Revolução de 1932 -, e de outros 713 ex-combatentes. Para homenageá-los e preservar a memória da rebelião, há cenas bíblicas e passagens da história paulista feitas com pastilhas de mosaico veneziano.
Foto: NIELS ANDREAS / Estadão

O dia 9 de julho é feriado em todos os 645 municípios do Estado de São Paulo. A data magna paulista celebra a Revolução Constitucionalista de 1932, um levante armado contra o governo provisório de Getúlio Vargas.

O que motivou o conflito

Em 1930, Getúlio Vargas assumiu o poder, derrubou o então presidente Washington Luís e impediu a posse de seu sucessor, Júlio Prestes. Durante o governo provisório, a autonomia dos Estados sofreu redução e interventores receberam nomeações para governar os territórios.

A insatisfação paulista culminou em um protesto no dia 23 de maio de 1932, no centro da capital. Na ocasião, tropas getulistas mataram quatro jovens estudantes: Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo. As iniciais de seus nomes formaram a sigla MMDC, que virou o símbolo do movimento.

O levante armado

O levante teve início oficialmente em 9 de julho, sob a liderança do general Isidoro Dias Lopes. As forças paulistas iniciaram uma marcha rumo ao Rio de Janeiro. O movimento perdeu força após não receber o apoio de outros Estados e terminou em 2 de outubro de 1932, com a rendição do Exército Constitucionalista.

O conflito deixou mais de 900 mortos, dos quais aproximadamente 600 eram constitucionalistas. Apesar da derrota militar, os paulistas conquistaram avanços políticos, como a convocação de uma Assembleia Constituinte e a promulgação da Constituição de 1934.

Criação do feriado

O dia 9 de julho virou feriado civil no Estado apenas em 1997. A oficialização ocorreu por meio da Lei 9.497, promulgada pelo então governador Mario Covas.

TerrAI Este conteúdo contou com o apoio de Inteligência Artificial na produção do texto ou na apuração das informações, sob supervisão da equipe de jornalistas do Terra.
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