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Falsos delegados e perfis fakes: Saiba como funcionava o golpe da extorsão sexual desarticulado no Rio Grande do Sul

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul, por meio da Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DPRCC/Dercc), deflagrou nesta quinta-feira (29) a Operação Persona Ficta. A ofensiva teve como foco principal desarticular um esquema criminoso especializado em extorsão digital, cujas ordens e execuções partiam diretamente de dentro do sistema penitenciário gaúcho. As apurações revelaram […]

30 out 2026 - 15h31
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Resumo
A Polícia Civil do RS deflagrou a Operação Persona Ficta contra um esquema de extorsão sexual digital comandado de dentro de presídios gaúchos. Os criminosos usavam perfis femininos falsos para atrair vítimas e obter fotos íntimas, passando depois a exigir dinheiro sob ameaça de expor o material para parentes e colegas de trabalho. A Justiça decretou a prisão preventiva dos principais suspeitos, enquanto as investigações prosseguem para identificar mais vítimas e membros da rede criminosa.

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul, por meio da Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DPRCC/Dercc), deflagrou nesta quinta-feira (29) a Operação Persona Ficta. A ofensiva teve como foco principal desarticular um esquema criminoso especializado em extorsão digital, cujas ordens e execuções partiam diretamente de dentro do sistema penitenciário gaúcho.

As apurações revelaram uma vulnerabilidade crítica: dois dos três principais investigados já se encontravam recolhidos em estabelecimentos prisionais durante a prática dos delitos. O caso evidencia como a posse irregular de meios de comunicação no interior das prisões continua alimentando crimes cibernéticos sofisticados, colocando em risco a ordem pública e a integridade de cidadãos fora dos muros.

O inquérito policial ganhou força após o registro de uma ocorrência em abril deste ano. Na ocasião, uma vítima foi contatada via aplicativo de mensagens por um perfil falso feminino, evoluindo para a troca de material íntimo. Em seguida, o grupo passou a chantageá-los, exigindo quantias em dinheiro sob a promessa de vazar as imagens para familiares, amigos e o ambiente profissional da vítima, além de envolver terceiros na cobrança.

Diante da gravidade concreta dos fatos, da reiteração criminosa e da constatação de que a custódia atual não impedia o acesso a celulares, o Poder Judiciário deferiu os pedidos de prisão preventiva formulados pela autoridade policial. As investigações da DPRCC continuam ativas para identificar eventuais novas vítimas e assegurar a responsabilização integral de todos os envolvidos na rede criminosa.

PC.

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