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Ex-dirigente do São Paulo fratura 5 costelas após ser alvo da gangue do 'quebra-vidro'; veja vídeo

Marco Aurélio Cunha relatou ter sido assaltado quando estava dentro de um táxi na Avenida Doutor Arnaldo, na zona oeste

17 ago 2026 - 23h23
(atualizado em 18/8/2026 às 08h31)
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O ex-dirigente do São Paulo Futebol Clube Marco Aurélio Cunha relatou ter fraturado cinco costelas após ser vítima de um assalto praticado pela "gangue do quebra-vidros", na Avenida Doutor Arnaldo, na zona oeste da capital, na última quarta-feira, 12.

"Eu voltava da Avenida Paulista para a minha casa em um táxi e, passando pela Doutor Arnaldo, na altura do metrô, um sujeito deu um impacto violento no vidro e arrancou o celular da minha mão", disse.

Ainda segundo Cunha, ele acabou se machucando após tentar perseguir o ladrão. "Na hora que ele puxou meu celular, saí correndo atrás. É errado, mas na hora você não pensa muito. Ele entrou na escada do metrô e caiu. Eu também caí na escada, bati o tórax e fiz um ferimento na cabeça. Foram cinco costelas fraturadas e um pneumotórax pequeno, que eu espero que reabsorva sem intervenção cirúrgica", contou.

Marco Aurélio Cunha gravou vídeo no hospital após sofrer assalto na zona oeste da capital.
Marco Aurélio Cunha gravou vídeo no hospital após sofrer assalto na zona oeste da capital.
Foto: Reprodução / Estadão

Marco Aurélio de Almeida Cunha é médico. Teve destaque no futebol como dirigente do São Paulo em várias gestões e atuou também como coordenador de futebol feminino da CBF. Foi eleito vereador pela cidade de São Paulo e atualmente é comentarista esportivo na Band.

Como o Estadão mostrou, ações das chamadas gangues "quebra-vidro", focadas em roubar motoristas e passageiros no trânsito, têm chamado a atenção em vias da zona norte e também por bairros como Perdizes (oeste) e Ipiranga e Vila Mariana (sul). Os casos se espalham para além de pontos já conhecidos no centro, como a Baixada do Glicério, o Viaduto Julio de Mesquita Filho e as avenidas do Estado e Tiradentes.

Em abril, a PM realizou a Operação Impacto Media Urbs II, voltada justamente ao combate aos roubos na modalidade quebra-vidro. A ação, que mobilizou cerca de 900 policiais, contou com o apoio de 290 viaturas, três blindados e uma aeronave. Antes, em março, ao menos 70 suspeitos foram detidos em outra megaoperação focada na modalidade.

Investigações apontam que, para quebrar os vidros, criminosos recorrem tanto a vídias de corte, objeto pontiagudo normalmente usado na indústria, como pedras e até mesmo ao cotovelo. Em alguns casos, os ladrões se comunicam com comparsas posicionados em áreas mais altas, que informam em quais carros há celular aparente.

Vítimas das ações de quebra-vidros ouvidas recentemente pelo Estadão indicam que, em geral, as ações costumam ser bastante rápidas. Quando os alvos se dão conta, os criminosos já fugiram, deixando não só prejuízos materiais, mas ferimentos por causa do impacto da ação.

A orientação é que casos envolvendo gangues quebra-vidro sejam tipificados como roubo, uma vez que há emprego de violência para conseguir acesso aos aparelhos celulares, principal alvo desses grupos. Mas essa classificação nem sempre ocorre na prática, impactando também as estatísticas de furto.

Estadão
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