Entidades denunciam situação do Presídio Central à OEA
10 jan2013 - 11h41
(atualizado às 11h50)
Compartilhar
A organização não-governamental (ONG) Fórum da Questão Penitenciária apresentou à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) da Organização dos Estados Americanos (OEA) um relatório no qual pede medidas cautelares contra o governo brasileiro pela violação dos direitos humanos no Presídio Central de Porto Alegre, informou a entidade nesta quinta-feira.
Presídio Central de Porto Alegre foi apontado como o pior do País pela CPI do Sistema Carcerário
Foto: Nabor Goulart/Freelancer / Especial para Terra
O documento de 104 páginas foi assinado por oito entidades que compõem o Fórum, que há anos acompanham a situação penitenciária. Entre as denúncias apresentadas estão a superlotação do presídio, problemas estruturais, falta de saneamento, falta de controle do que acontece nas galerias, em um ambiente que ao invés de recuperar os detentos, acaba por promover a criminalidade, diz a entidade.
O Presídio Central de Porto Alegre foi construído em 1959 e já foi considerado o pior presídio do País, na CPI do Sistema Carcerário. O local tem capacidade de abrigar 1984 presos, mas a população carcerária passa de 4 mil.
O grupo espera que a OEA pressione o governo brasileiro para intervir junto ao Estado do Rio Grande do Sul, obrigando o cumprimento de 20 medidas cautelares apresentadas. Entre elas, a proibição do ingresso de novos detentos, separação de presos provisórios e condenados,o deslocamento dos presos para outras unidades, sem que isso provoque novas superlotações, a construção de novos estabelecimentos penais, entre outras medidas.
Presídio Central de Porto Alegre foi apontado como o pior do País pela CPI do Sistema Carcerário
Foto: Nabor Goulart/Freelancer / Especial para Terra
Algumas galerias do presídio estão parcialmente ou totalmente interditadas pelo excesso de presos e pelas condições de precariedade
Foto: Nabor Goulart/Freelancer / Especial para Terra
Presidiários usam corredores para pendurar roupas
Foto: Nabor Goulart/Freelancer / Especial para Terra
Com capacidade de abrigar pouco mais de 1,7 mil presos, o Presídio Central hoje abriga mais de 5 mil
Foto: Nabor Goulart/Freelancer / Especial para Terra
Lixo espalhado e condições precárias de higiene são uma constante no Presídio Central
Foto: Nabor Goulart/Freelancer / Especial para Terra
Superlotação é um dos principais problemas do pior presídio do País
Foto: Nabor Goulart/Freelancer / Especial para Terra
Para especialistas, a superlotação dos presídios brasileiros fortalece as facções criminosas
Foto: Nabor Goulart/Freelancer / Especial para Terra
Santuário está localizado em frente à entrada do Presídio Central de Porto Alegre
Foto: Nabor Goulart/Freelancer / Especial para Terra
Fachada bem conservada contrasta com mau estado das celas do presídio
Foto: Nabor Goulart/Freelancer / Especial para Terra
População carcerária do Brasil aumentou quatro vezes nos últimos 20 anos
Foto: Nabor Goulart/Freelancer / Especial para Terra
Paredes exibem marcas de infiltração
Foto: Nabor Goulart/Freelancer / Especial para Terra
A necessidade leva à criatividade: detentos improvisam fogões com tijolos e resistências elétricas
Foto: Nabor Goulart/Freelancer / Especial para Terra
Faturamento mensal dos presos com o tráfico dentro da penitenciária ultrapassaria os R$ 80 mil
Foto: Nabor Goulart/Freelancer / Especial para Terra
Presos tomam banho de sol em quadra esportiva
Foto: Nabor Goulart/Freelancer / Especial para Terra
Quarenta presos se revezam em três turnos para produzir o suficiente para alimentar a população carcerária
Foto: Nabor Goulart/Freelancer / Especial para Terra
Presos consomem diariamente 15 mil pães, 300 kg de carne e 700kg de feijão
Foto: Nabor Goulart/Freelancer / Especial para Terra
Armas e utensílios apreendidos durante as revistas são produzidos com pedaços do presídio
Foto: Nabor Goulart/Freelancer / Especial para Terra
Granadas são feitas com lâmpadas recheadas de pólvora e estilhaços
Foto: Nabor Goulart/Freelancer / Especial para Terra
Presidiários usam a criatividade para tentar esconder itens proibidos, como celulares
Foto: Nabor Goulart/Freelancer / Especial para Terra
Ministério Público tem cobrado das autoridades melhorias no presídio
Foto: Nabor Goulart/Freelancer / Especial para Terra