Defesa Civil afirma que área da mina que se rompeu em Maceió está sem monitoramento
Equipamento usado para medir com alta precisão a movimentação do terreno foi levado pela água da lagoa quando o solo afundou, no domingo, 10
A região da mina 18 da Braskem, no bairro do Mutange, em Maceió, está sem monitoramento desde o rompimento que aconteceu no domingo, 10, afirma a Defesa Civil do município. O equipamento usado para medir com alta precisão a movimentação do terreno - chamado DGPS - foi levado pela água quando a mina colapsou.
Segundo o coordenador da Defesa Civil, Abelardo Nobre, as equipes técnicas estão estudando a forma mais viável de continuar monitorando a mina que se rompeu e, assim, conseguir traduzir a situação em minúcias. Ele informou ainda que o rompimento não foi precedido e nem sucedido por abalos sísmicos, ou seja, por tremores de terra.
Apesar de ter perdido o DGPS da mina 18, o órgão informa que os outros equipamentos instalados nas demais perfurações estão funcionando normalmente e não indicaram, até o momento, movimentações atípicas que sugerem dolinamento (depressão circular que resulta de erosão subterrânea).
“A região afetada pelo rompimento e as demais no entorno dos poços de sal seguem sendo monitoradas 24 horas por dia. Reforçamos que o evento se concentrou na mina 18, sem vítimas, já que a área estava desocupada, e o monitoramento não indica comprometimento de minas próximas”, ressaltou Abelardo Nobre.
A mina 18 é uma das 35 que a Braskem mantinha na região para extração de sal-gema, mineração apontada como a causa da instabilidade no solo que levou à desocupação de mais de 14 mil imóveis, afetando cerca de 60 pessoas. As outras 34 minas seguem sendo monitoradas normalmente, sem indicação de reflexo pelo rompimento.
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