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Construtora começa corte de 384 árvores para construção de prédio em SP; veja vídeo

Construtora Tenda terá de plantar 221 mudas nativas e pagar cerca de R$ 2,5 milhões ao fundo municipal de ambiente. Empreiteira diz que obra foi devidamente aprovada pela gestão municipal, que cita 'análise técnica rigorosa'

26 nov 2025 - 14h37
(atualizado às 17h56)
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A construtora Tenda iniciou nesta quarta-feira, 26, o corte de 384 árvores, incluindo 128 nativas, na Avenida Guilherme Dumont Villares, na Vila Sônia, zona oeste de São Paulo. Como mostrou o Estadão, a Prefeitura já havia autorizado a derrubada, desde que sejam cumpridas medidas compensatórias.

A empresa terá de plantar 221 mudas de espécies nativas, no terreno ou nos arredores do imóvel. O acordo de compensação ambiental firmado com a gestão municipal também prevê a transferência de aproximadamente R$ 2,5 milhões para o Fundo Especial do Meio Ambiente, usado para benfeitorias ambientais, principalmente em parques municipais.

Na fachada, um banner anuncia o empreendimento Max Vila Sônia. Uma placa informa sobre o manejo arbóreo e a autorização da Prefeitura. A remoção inclui:

  • 128 árvores nativas
  • 226 exóticas
  • 5 espécies invasoras
  • 25 consideradas mortas

Moradora do bairro há três décadas, a vice-diretora escolar Adriana Fuciji, de 58 anos, é vizinha do terreno. "São árvores maravilhosas, frondosas, que abrigam uma fauna rica. E vão destruir isso", diz. "Não é apenas o nosso bairro, mas um santuário vital para a biodiversidade da nossa cidade e um legado ambiental que precisamos preservar para as futuras gerações", diz.

Também morador da região e integrante do coletivo Fórum Verde Permanente de Parques, Praças e Áreas Verdes, o sociólogo Francisco Eduardo Bodião, de 55 anos, critica o que avalia como "grandes empreendimentos rifando a vegetação na cidade".

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  • O prefeito defendeu que só neste ano a gestão plantou 120 mil mudas na cidade. "Precisamos comemorar o que a gente plantou, a entrega de 200 caminhões a biometano e mil elétricos e a ampliação da nossa área de mata pública, porque aí é pública, ninguém vai poder mexer."

    Após as críticas de Nunes ao protesto, os moradores divulgaram nota de repúdio. "O prefeito proferiu ofensas inadmissíveis. Aqui não estão "baderneiros" — estão cidadãos e contribuintes, que exigem respeito e responsabilidade ambiental de quem foi eleito para proteger o bem comum", diz o comunicado.

    Estadão
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