Câmeras em estação da Linha 5-Lilás registraram professor sendo espancado
Imagens mostram agressor empurrando Ricardo Akira, dando socos e chutes; investigação, que teve início em 11 de julho, passou a tratar o caso como homofobia e lesão corporal
Câmeras da Linha 5-Lilás do metrô de São Paulo flagraram o espancamento do professor Ricardo Akira, ocorrido em julho. O agressor, de 41 anos, empurrou a vítima para a plataforma, proferiu ofensas homofóbicas e a atacou com socos e chutes, causando-lhe perfuração no tímpano e hematomas. O suspeito alegou falsamente que estava sendo filmado. A Polícia Civil incorporou as imagens ao inquérito e investiga o caso como homofobia e lesão corporal.
Imagens de câmeras de segurança registraram a agressão sofrida pelo professor de inglês Ricardo Akira em uma estação da Linha 5-Lilás, em São Paulo. O vídeo revela a sequência do ataque, que começa ainda na plataforma e inclui socos, chutes e quedas antes de a vítima conseguir deixar o local.
O caso aconteceu em 11 de julho e já era investigado pela Delegacia do Metropolitano (Delpom). O suspeito, de 41 anos, foi intimado a prestar depoimento. Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), as imagens foram incorporadas ao inquérito, que avalia o ocorrido.
Entenda o caso
Após o ataque, o Akira relatou em um vídeo nas redes sociais que estava a caminho do trabalho e que havia entrado no trem enquanto lia, pelo celular, o material de uma aula. Segundo ele, ainda dentro do vagão, sentiu um chute na perna. O professor afirmou que não conhecia o homem.
Ao chegar à estação onde desembarcaria, ele foi empurrado para fora do trem. Segundo seu relato, o passageiro passou a fazer ofensas homofóbicas e o acusou de tê-lo filmado dentro do vagão.
A agressão provocou cortes e hematomas no rosto e na cabeça, além de uma perfuração no tímpano. Akira recebeu atendimento na UPA Vila Mariana e passou por exame de raio-X.
Segundo o professor, após o ataque, funcionários da estação levaram os dois homens para salas separadas e posteriormente os conduziram à unidade de saúde. Ricardo afirma que os dois foram transportados no mesmo veículo.
A ocorrência foi registrada inicialmente como lesão corporal recíproca. Posteriormente, segundo a SSP, a investigação passou a investigar o caso como homofobia e lesão corporal.
A Via Mobilidade, concessionária responsável pela Linha 5-Lilás, afirmou que suas equipes de atendimento e segurança intervieram no caso, prestaram os primeiros socorros e acompanharam os envolvidos até a unidade de saúde e, posteriormente, ao 27º Distrito Policial.
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