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Brigada Militar se manifesta sobre denúncia envolvendo a Escola Tio Chico

Corporação afirma que inquérito não encontrou elementos suficientes para comprovar irregularidades e encaminhou o caso à Justiça Militar.

10 jul 2026 - 15h25
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A Brigada Militar do Rio Grande do Sul divulgou uma nota oficial nesta sexta-feira informando a conclusão do Inquérito Policial Militar instaurado para apurar a denúncia envolvendo a Escola de Educação Infantil Tio Chico.

Segundo a corporação, a investigação incluiu depoimentos de pais, responsáveis, profissionais da instituição e outras pessoas ligadas ao caso, além de perícia técnica realizada pelo Instituto-Geral de Perícias (IGP) nos arquivos de áudio que embasaram as denúncias.

De acordo com a Brigada Militar, o laudo pericial concluiu que não havia elementos técnicos suficientes para confirmar integralmente o conteúdo divulgado nem para identificar, de forma conclusiva, a autoria da voz registrada nos áudios. A corporação também informou que, com base no conjunto das provas reunidas, não foram encontrados elementos suficientes para comprovar ilícito penal ou transgressão disciplinar, motivo pelo qual o procedimento foi concluído com sugestão de arquivamento e encaminhado à Justiça Militar para análise.

Confira abaixo a nota na íntegra:

NOTA À IMPRENSA

A Brigada Militar do Rio Grande do Sul informa que, após tomar conhecimento da denúncia envolvendo a Escola de Educação Infantil Tio Chico, instaurou imediatamente Inquérito Policial Militar para apurar os fatos no âmbito de sua competência.

Como medida inicial, foi determinada a suspensão preventiva das atividades da servidora envolvida. Durante a apuração, foram realizados procedimentos investigativos, com oitivas de pais, responsáveis, profissionais da instituição e demais pessoas relacionadas ao caso, além do encaminhamento dos arquivos de áudio ao Instituto-Geral de Perícias do Rio Grande do Sul para perícia técnica oficial.

O laudo pericial concluiu que os arquivos analisados não apresentaram elementos técnicos suficientes para confirmar integralmente o conteúdo divulgado, nem permitiram a identificação conclusiva da autoria vocal. Também foi apontado que os trechos relatados e divulgados em redes sociais não tiveram confirmação no exame pericial.

Com base no conjunto de provas reunido, incluindo depoimentos e laudo pericial, não foram identificados elementos suficientes para comprovar ilícito penal ou transgressão disciplinar. Diante disso, o procedimento foi concluído com sugestão de arquivamento e encaminhado à Justiça Militar do Estado do Rio Grande do Sul para análise.

Durante o andamento da apuração, a servidora foi temporariamente reconduzida às funções, em caráter excepcional, para a conclusão do ano letivo de 2025, após manifestação de pais de alunos. Encerrado o ano letivo de 2025, a servidora deixou de integrar o quadro funcional da instituição.

A Brigada Militar do Rio Grande do Sul reafirma seu compromisso com a proteção integral das crianças, a transparência de suas ações e a apuração rigorosa de toda denúncia, com responsabilidade, imparcialidade e observância à legalidade.

Porto Alegre 24 horas
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