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Brigada Militar cancela exame psicológico de PM investigado por mortes de ex-companheira e dos pais dela

O exame estava previsto no processo administrativo que pode levar à exclusão do PM da corporação

22 out 2026 - 19h32
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Resumo
A Brigada Militar cancelou a avaliação psicológica do PM Cristiano Domingues Francisco, preso sob suspeita de matar a ex-companheira e os pais dela, desaparecidos desde janeiro em Cachoeirinha. A Corregedoria justificou que inexistem elementos para o exame no processo disciplinar, que pode expulsá-lo da corporação, embora uma perícia judicial futura possa ser anexada. A defesa criticou a decisão. O caso foi concluído com denúncias por feminicídio e homicídio contra o policial e dois cúmplices.

A Brigada Militar cancelou a avaliação psicológica do policial Cristiano Domingues Francisco, investigado pelas mortes da ex-companheira, Silvana de Aguiar, de 48 anos, e dos pais dela, Isail Vieira de Aguiar, de 69, e Dalmira Germann de Aguiar, de 70. O exame estava previsto no processo administrativo que pode levar à exclusão do PM da corporação. A decisão representa uma mudança de posição da Corregedoria, que havia autorizado a realização da avaliação.

Foto: Reprodução/Rede Social / Porto Alegre 24 horas

Com o cancelamento, o procedimento disciplinar continuará tramitando sem o exame neste momento. A justificativa apresentada pela corporação é de que, até agora, não existem elementos que indiquem a necessidade de uma avaliação psicológica. A Brigada Militar também informou que um eventual exame de sanidade mental determinado pela Justiça, no âmbito criminal, poderá ser considerado posteriormente. A defesa do policial manifestou surpresa com a decisão, já que o procedimento havia sido autorizado e tinha data prevista.

Cristiano está preso desde fevereiro e é investigado pelas mortes dos três integrantes da família Aguiar, desaparecidos desde janeiro, em Cachoeirinha, na Região Metropolitana de Porto Alegre. Os corpos ainda não foram encontrados. A investigação policial foi concluída, e o caso envolve acusações de feminicídio, homicídio qualificado e outros crimes. Outras duas pessoas também foram denunciadas por suspeita de participação no caso e de ações para dificultar as investigações.

Porto Alegre 24 horas
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