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Baloeiros adotam técnica de soltura sem componente inflamável

26 jun 2010 - 18h30
(atualizado às 19h12)
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A Sociedade Amigos do Balão (SAB), organização que representa 300 baloeiros fluminenses, adotou uma nova técnica de soltura de balões que pretende proporcionar menos riscos à natureza e às pessoas. Pela técnica, os balões seriam soltos sem o uso de buchas ou qualquer outra componente inflamável.

Helicóptero do Corpo de Bombeiros faz rescaldo no Morro dos Cabritos, em Copacabana, no Rio de Janeiro
Helicóptero do Corpo de Bombeiros faz rescaldo no Morro dos Cabritos, em Copacabana, no Rio de Janeiro
Foto: Luiz Gomes / Futura Press

"Defendemos o balão que não tem bucha. O fogo é usado ainda em terra com o maçarico, que o enche de ar quente. O balão é o mesmo, mas a técnica de soltura é outra. A diferença é o tempo de permanência no ar, que diminui, além da cor da cobertura do balão, que, preferencialmente, deve ser preta para manter o ar aquecido por mais tempo", afirma o presidente da SAB, Marcos Real.

No dia 20, um incêndio possivelmente causado por um balão junino atingiu a mata do Morro dos Cabritos, ao lado da Fonte da Saudade, zona sul e área de preservação do Rio, devastando parte da vegetação local.

Em 2009, o balão sem componente inflamável já foi usado durante o 1º Festival de Balões de Ar Quente do Rio de Janeiro, na Praça Manet, em Del Castilho, na zona norte. O evento, que, segundo os organizadores, reuniu mais de 2 mil participantes, foi autorizado pela XIII Região Administrativa (Méier) e contou com o "nada a opor" do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar.

Na Justiça

De acordo com a SAB, a autorização do evento só foi possível depois que a 4ª Câmara de Coordenação e Revisão do Ministério Público Federal, que trata de Meio Ambiente e Patrimônio Cultural, emitiu seu parecer favorável aos balões de ar quente.

"Até com o balão de ar quente ainda há pé atrás. (As pessoas) ignoram a lei e, por puro preconceito e desconhecimento, as autoridades dizem que o baloeiro é criminoso e oferecem recompensa por sua prisão", afirmou Marcos Real, citando a Lei 9.605 de 1998, que proíbe a prática com balões "que possam provocar incêndios nas florestas e demais formas de vegetação, em áreas urbanas ou qualquer tipo de assentamento humano".

No dia 20, um incêndio possivelmente causado por um balão junino atingiu a mata do Morro dos Cabritos, ao lado da Fonte da Saudade, zona sul e área de preservação do Rio.De acordo com as primeiras informações, algum balão teria caído no Parque da Catacumba, que fica no mesmo bairro, se alastrado e provocado o fogaréu. As chamas são visíveis por moradores do Jardim Botânico, Gávea, Lagoa e até Tijuca. Segundo leitores do jornal O Dia, em Copacabana, o cheiro de queimado é forte.

Jornal do Brasil Jornal do Brasil
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