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2º turno em Porto Alegre terá disputa "novo" x "experiência"

Candidatos Nelson Marchezan Jr e Sebastião Melo buscam os votos dos porto-alegrenses

4 out 2016 16h30
| atualizado às 16h30
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A corrida para o segundo turno das eleições em Porto Alegre já começou. Os candidatos Nelson Marchezan Jr, do PSDB, e Sebastião Melo, do PMDB, demonstraram a que vieram nesta etapa final da corrida eleitoral. Após deixarem para trás o ex-prefeito Raul Pont, do PT, e a ex-deputada federal Luciana Genro, do PSol, considerados fortes concorrentes para o segundo turno, Melo e Marchezan apostam nos planos de gestão e na história pessoal para vencerem o processo. 

Nelson Marchezan Jr, que fez 29,84% dos votos, foca naquilo que chama de "nova política". O deputado federal eleito pelos gaúchos em 2014 para o segundo mandato consecutivo em Brasília garante que não fará promessas que não poderá cumprir, trabalhando, no entanto, para sanar ao máximo os "inúmeros problemas de Porto Alegre". Sobre alianças para o segundo turno, garantiu estar aberto ao diálogo, mas "apenas com aqueles que se comprometerem a deixar de lado a velha política". Em relação à candidatura da situação, Marchezan Jr é enfático: "precisamos amar Porto Alegre, mas esse amor não pode ser cego. Precisamos resolver os problemas da Capital".

Nelson Marchezan Jr.
Nelson Marchezan Jr.
Foto: José Carlos Daves / Futura Press

O candidato ainda terá uma situação peculiar para resolver neste segundo turno. Após reverter denúncia falsa de que uma empresa terceirizada que atuava em sua campanha utilizaria computadores públicos no trabalho, o tucano busca descobrir os autores para futuras responsabilizações criminais. A Justiça extinguiu o processo após autorizar busca e apreensão na empresa, que apresentou notas fiscais de todos os computadores. Segundo ele, a ação foi "eleitoreira, e com total intenção de prejuízo nas urnas". 

Já Sebastião Melo, atual vice-prefeito, que alcançou 25,93% dos votos, alicerça seu discurso nos avanços que a Capital alcançou nos últimos quatro anos. O candidato assume os problemas da cidade e argumenta que apenas quem conhece o município poderá "fazer o que ainda precisa ser feito". Além disso, alfineta o concorrente tucano dizendo que não tem berço político: "sou um democrata, respeito quem tem a política na família, mas eu construí minha história carregando caixas na Ceasa, sendo chapista, advogado". 

Sebastião Melo
Sebastião Melo
Foto: José Carlos Daves / Futura Press

O candidato da situação foi surpreendido pelas pesquisas, que apontavam sua candidatura em primeiro lugar. As consultas informais também colocavam os candidatos do PT e do PSol como postulantes ao segundo lugar, juntamente com Marchezan Jr, mas as urnas desmentiram essas hipóteses. O candidato Maurício Dziedricki, do PTB, foi considerado a maior surpresa, já que chegou em quarto lugar quando nem mesmo era cogitado entre os principais concorrentes ao paço. A exemplo do que ocorreu no restante do país, o PT perdeu força e foi considerado o grande derrotado do pleito.

Além de possíveis apoios e alianças, os candidatos também terão de se esforçar para conquistar os indecisos ou insatisfeitos com a política. A capital gaúcha registrou expressivo número de abstenções, votos brancos e nulos. No total geral, 37,4% dos sufragistas porto-alegrenses deixaram de encaminhar o voto para um candidato em específico. Desse montante, 247.240 eleitores não compareceram às urnas, mediante justificativa ou ausência.

Fonte: Especial para Terra
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