Carro usado por papa Francisco e cercado por multidão no RJ é destaque de exposição
Exibido em Belo Horizonte, Fiat Idea mostra até hoje as marcas da devoção dos fiéis
Um Fiat Idea usado pelo papa Francisco em sua visita ao Brasil, na primeira viagem internacional de seu pontificado, está em exposição em Belo Horizonte, como parte das comemorações pelos 50 anos da fábrica da montadora italiana em Betim, nos arredores da capital mineira.
Em 22 de julho de 2013, devido a um erro no trajeto, o automóvel utilizado por Jorge Bergoglio, que havia dispensado o uso de um papamóvel blindado para ter um contato mais próximo com os fiéis, foi cercado por uma multidão na Avenida Presidente Vargas, no centro do Rio de Janeiro. Sempre afeito ao calor humano, Francisco abriu o vidro do Idea para cumprimentar os peregrinos, criando momentos de tensão para as forças de segurança.
Passados 13 anos, esse veículo é um dos destaques da exposição "Celebrar as ruas: 50 anos de Fiat e brasilidade", que fica em cartaz até 11 de outubro, na Casa Fiat de Cultura, e narra a trajetória da montadora de Turim no Brasil.
O Idea prata até hoje exibe partes amassadas em sua lataria, sinal da paixão e devoção mostradas pelos brasileiros ao "papa dos pobres". O carro pertencia a uma locadora e foi comprado pela Fiat após a visita de Francisco, garantindo a preservação de um símbolo da conexão entre Bergoglio e o Brasil.
Palio Weekend assinado pelos pentacampeões de 2002No mesmo ambiente, a Casa Fiat, que completa 20 anos em 2026, dispôs obras e instalações artísticas que dialogam com a emoção das ruas, como uma pintura de Cláudio Tozzi na qual a multidão é retratada como uma força anônima capaz de reivindicar e celebrar.
Outros destaques da exposição são um Palio Weekend autografado pela seleção brasileira pentacampeã em 2002 e um Uno Mille Electronic dado de presente pelo tricampeão de Fórmula 1 Ayrton Senna para sua então namorada, Adriane Galisteu, que até hoje mantém o carro em seu acervo, além de um exemplar do Fiat 147, primeiro carro movido a álcool produzido em série no mundo, o célebre "cachacinha".
Uno Mille que Ayrton Senna deu para Adriane GalisteuCom entrada gratuita, a mostra reúne mais de 250 peças, entre obras de arte, fotografias históricas, looks de moda, vídeos, instalações imersivas e obras site-specific que dialogam com os 50 anos da Fiat no Brasil, mostrando que o automóvel é muito mais que um meio de transporte, mas também parte da identidade nacional.
A exposição se desdobra em múltiplas linguagens e convida tanto à interação lúdica quanto à reflexão sobre o futuro, em um percurso que conta com obras de grandes nomes da arte brasileira, como Tarsila do Amaral, Candido Portinari, Di Cavalcanti, Djanira da Motta e Silva, Cláudio Tozzi, Beatriz Milhazes e Cybèle Varela.
"Pensamos em criar algo para mostrar a conexão entre a Fiat e a sociedade brasileira, essa evolução de como a marca se conectou com o Brasil e se tornou amada pelos brasileiros", disse o presidente da Casa Fiat de Cultura, Massimo Cavallo.
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