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Brasil vai às urnas em eleição acirrada entre Lula e Flávio Bolsonaro

Pleito de domingo (4) ocorrerá sob clima de absoluta incerteza

3 out 2026 - 12h07
(atualizado às 12h17)
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Resumo
O Brasil vai às urnas em uma eleição presidencial acirrada entre Lula e Flávio Bolsonaro, tecnicamente empatados em Minas Gerais, tradicional termômetro do país. Pesquisas indicam um segundo turno inevitável, projetando Lula com 45% e Flávio com 43% dos votos válidos, em meio a apelos pelo voto útil. Paralelamente, o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, garantiu a solidez institucional do pleito, destacando o combate à desinformação, ao uso indevido de inteligência artificial e à violência política.

O Brasil vai às urnas no próximo domingo (4) sob um cenário de extrema expectativa e incerteza. Como de costume nas disputas nacionais, os olhares analíticos voltam-se para Minas Gerais, um estado tido como termômetro eleitoral, visto que todos os presidentes eleitos venceram no eleitorado mineiro.

Pleito de domingo (4) ocorrerá sob clima de absoluta incerteza
Pleito de domingo (4) ocorrerá sob clima de absoluta incerteza
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

De acordo com as mais recentes pesquisas de intenção de voto, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e seu principal adversário, o senador Flávio Bolsonaro (PL), aparecem tecnicamente empatados no estado.

O cenário mais provável, embora ainda aberto, indica que nenhum dos postulantes alcançará a maioria absoluta dos votos válidos neste domingo, tornando inevitável a realização de um segundo turno, agendado para 25 de outubro.

Levantamentos recentes projetam Lula com cerca de 45% dos votos válidos no primeiro turno, enquanto Flávio Bolsonaro soma 43%. Caso a projeção se confirme, analistas apontam que o candidato do PL pode ganhar tração na etapa final, beneficiando-se da migração do eleitorado de centro-direita dos outros nomes que também estão na disputa.

Especialistas em cenários eleitorais avaliam que, para consolidar uma vantagem confortável rumo à reeleição, Lula precisaria encerrar a votação deste domingo com uma frente mais expressiva, idealmente entre seis e oito pontos percentuais sobre o senador carioca.

Na reta final da campanha, ambos os polos intensificaram os apelos pelo voto útil. Não se descarta a hipótese de uma forte polarização alterar os percentuais na apuração de domingo à noite, com analistas admitindo inclusive uma eventual liderança estreita de Flávio na primeira etapa.

Nesse contexto, contudo, a disputa permaneceria aberta para o segundo turno, no qual o eleitorado reativo ao bolsonarismo poderia ser decisivo na composição de forças a favor do candidato petista.

Paralelamente, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, apontou a desinformação e o uso indevido de inteligência artificial como as principais frentes de monitoramento da Justiça Eleitoral para o pleito.

Em entrevista ao SBT, o magistrado também destacou a vigilância contra a violência política de gênero e os abusos na propaganda eleitoral. Além disso, Nunes Marques minimizou receios de ingerência externa, enfatizando a solidez das instituições brasileiras. .

Ansa - Brasil
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