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Bolsonaro reitera que Guedes é 100% responsável pela economia e não há plano B

10 out 2019
10h40
atualizado às 13h28
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O presidente Jair Bolsonaro reiterou nesta quinta-feira que o ministro Paulo Guedes é 100% responsável pela condução da economia brasileira e que não existe plano B, em discurso a empresários e autoridades na abertura do Fórum de Investimentos Brasil 2019, em São Paulo.

Presidente Jair Bolsonaro e ministro Paulo Guedes participam de fórum em São Paulo
16/07/2019
REUTERS/Adriano Machado
Presidente Jair Bolsonaro e ministro Paulo Guedes participam de fórum em São Paulo 16/07/2019 REUTERS/Adriano Machado
Foto: Reuters

"Paulo Guedes, o homem da economia, é mais do que o ministro da Economia, apenas. É do Planejamento também, é da Indústria e Comércio, é do Trabalho. Ele acumulou quatro ministérios", disse Bolsonaro a uma plateia de investidores.

"E para que não haja dúvida do que eu estou falando, de que quem entra em campo são os ministros, eu quero elogiar também um jornal nesta data, o jornal O Estado de S. Paulo, que na sua capa de domingo reproduziu algo que eu falei que para mim é muito gratificante: 'a economia é 100% com o Guedes e não tem Plano B'", acrescentou Bolsonaro, que reconheceu que foi criticado no passado com razão por sua postura estatizante, mas que foi convencido por Guedes a mudar de opinião.

A declaração de apoio ao ministro da Economia foi dada dias após Guedes ter afirmado que há "zero fundamento" em notícia sobre sua eventual saída do governo no início do próximo ano, após profissionais do mercado citarem, na segunda-feira, um notícia do Diário da Amazônia dizendo que Guedes sairia em fevereiro como fator que ajudou nas perdas da bolsa.

Bolsonaro também reforçou em seu discurso a independência de atuação do Banco Central sob seu governo, dizendo que o projeto de lei do governo para dar autonomia ao BC não fará "muita diferença", porque a instituição já opera com autonomia.

"Não indiquei ninguém para o Paulo Guedes. Não tem indicação política de ninguém. Eu vejo aqui o Roberto Campos. Nós temos um projeto para dar autonomia ao Banco Central. Acredito, Roberto Campos, que depois de aprovado esse projeto, você não vai sentir muita diferença, porque você já tem autonomia integral no Banco Central", disse.

"Eu só ligo para o presidente do Banco Central depois que ele decide o Copom, Não interfiro em nada. Ele é quem entende do assunto", afirmou.

AMAZÔNIA

O presidente também aproveitou a ocasião para voltar a defender a exploração sustentável da Amazônia, dizendo que o Brasil tem o direito de explorar as riquezas da região, ao mesmo tempo em que protege o meio ambiente.

Assim como fez em discurso no mês passado na Assembleia Geral da ONU, Bolsonaro defendeu a soberania brasileira sobre a região e disse que a Amazônia não é o "pulmão do mundo".

Antes de Bolsonaro também discursaram na abertura do fórum em São Paulo os ministros Guedes, Onyx Lorenzoni (Casa Civil) e Ernesto Araújo (Relações Exteriores), e todos incentivaram os investidores estrangeiros a apostarem no Brasil.

Segundo Onyx, o governo Bolsonaro está reduzindo o tamanho e o peso do Estado sobre a população e os investidores, e agora tem previsibilidade. Ele afirmou que a aprovação final da reforma da Previdência pelo Senado, prevista para 22 de outubro, tornará o Brasil um país "solvido".

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