Avião da TAM é atingido por raio e assusta passageiros
18 jul2012 - 17h16
(atualizado às 17h23)
Compartilhar
Os passageiros do voo JJ3549 da TAM, que partiu do Recife (PE) para São Paulo na terça-feira, levaram um grande susto no mesmo dia em que a tragédia com outro voo da companhia, o JJ3054, completou cinco anos. Um raio atingiu a aeronave durante o voo e provou "uma tremenda explosão", de acordo com relato do cantor pernambucano China, que voltava para a capital paulista após se apresentar no Festival de Inverno de Garanhuns.
Chovia no dia do acidente e a pista, que havia passado por obras de recuperação, foi liberada sem a conclusão do grooving (ranhuras no asfalto que permitem o escoamento da água)
Foto: Everton de Freitas / AFP
Pouco antes de decolar, China postou no Twitter que o piloto informava aos passageiros que o céu estava encoberto em São Paulo. Depois de pousar, o cantor explicou o que aconteceu: "rolou um barulho de explosão vindo da turbina do voo da TAM. Mas pousamos e estamos vivos", escreveu o pernambucano.
Em nota, a TAM informou que a aeronave foi atingida por um raio quando se aproximava de São Paulo e que o pouso ocorreu normalmente e em segurança no aeroporto de Guarulhos. "Após a aterrissagem, a aeronave foi vistoriada e nenhum dano foi verificado, pois as aeronaves estão preparadas para suportar esse tipo de ocorrência", afirma a companhia.
O voo JJ 3054 da TAM decolou do aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, em direção a São Paulo no dia 17 de julho de 2007
Foto: Daniel Kfouri / AFP
Todas as 187 pessoas no avião e mais 12 que estavam em solo morreram
Foto: Eugênio Goulart / AFP
O avião da TAM atravessou a avenida Washington Luís e se chocou contra um depósito de cargas da própria companhia
Foto: Roberto Setton / AFP
Chovia no dia do acidente e a pista, que havia passado por obras de recuperação, foi liberada sem a conclusão do grooving (ranhuras no asfalto que permitem o escoamento da água)
Foto: Everton de Freitas / AFP
Chamas da aeronave podiam ser vistas de longe em São Paulo após a tragédia
Foto: Ernesto Rodrigues / AFP
Escavadeira trabalha para retirar corpos durante a noite do acidente no aeroporto de Congonhas
Foto: Roberto Setton / AFP
Garoto observa, com as mãos na cabeça, o resultado do acidente no aeroporto de Congonhas e arredores
Foto: Mauricio Lima / AFP
Equipes de resgate trabalhavam nas busca por corpos das vítimas do acidente no dia seguinte à tragédia
Foto: Mauricio Lima / AFP
Bombeiros trabalham para apagar o fogo causado pela colisão do Airbus A320
Foto: Roberto Setton / AFP
Imagem de TV mostra uma reconstrução gerada por computador do acidente até o momento da colisão
Foto: AFP
No dia seguinte ao acidente, foi realizada uma missa em Porto Alegre, de onde o avião partiu, em alusão às vítimas da tragédia
Foto: Jefferson Bernardes / AFP
Parentes das vítimas em Porto Alegre se dirigiram ao aeroporto Salgado Filho após saberem do acidente com a aeronave que chegava em São Paulo
Foto: Jefferson Bernardes / AFP
Caixão com vítima do acidente chega a Porto Alegre em 19 de julho
Foto: Jefferson Bernardes / AFP
Mais de 5 mil pessoas realizaram uma marcha em 29 de julho em direção ao aeroporto em alusão à tragédia ocorrida no mês anterior
Foto: Daniel Kfouri / AFP
Membros das equipes de resgate do acidente estiveram presentes na cerimônia de encerramento do Pan no Rio de Janeiro e levaram uma bandeira do Brasil ao Maracanã
Foto: Juan Mabromata / AFP
Para lembrar um ano do acidente, familiares das vítimas do voo JJ 3054 levaram flores e um caixão para o aeroporto de Congonhas e protestaram em frente ao balcão da TAM
Foto: AFP
Em agosto de 2008, os familiares fizeram uma manifestação em frente ao guichê da TAM no aeroporto Juscelino Kubitschek, em Brasília. Eles estiveram na capital federal para ver uma reconstituição do acidente feita pela Aeronáutica
Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil
A Polícia Civil de São Paulo indiciou, em novembro de 2008, 10 pessoas pelo desastre em Congonhas. São responsabilizados cinco funcionários e ex-representantes da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), além de três da Infraero e dois da TAM
Foto: Zanone Fraissat / Futura Press
Em março de 2009, familiares das vítimas se reuniram em São Paulo e realizaram um ato ecumênico para lembrar os mortos na tragédia
Foto: Marcelo Pereira / Terra
Ainda em março de 2009, a associação dos familiares das vítimas organizou um protesto no saguão do aeroporto de Congonhas. Eles colocaram cartazes e fotos no chão, e rezaram
Foto: Vagner Magalhães / Terra
Em maio de 2009, familiares fizeram um protesto silencioso no local do acidente. Após uma caminhada de cerca de 500 m, eles depositaram flores nos tapumes que cercam o terreno do antigo prédio da TAM Express, contra o qual o avião se chocou
Foto: Raphael Falavigna / Terra
Familiares das vítimas do acidente com o voo JJ 3054 se reuniram em São Paulo, em maio de 2009, para tratar com o Ministério Público como seria tipificada a participação dos envolvidos no acidente
Foto: Reinaldo Marques / Terra
No segundo aniversário da tragédia, em julho de 2009, os familiares e amigos das vítimas fizeram um protesto no aeroporto de Congonhas e seguiram para o local do acidente, na avenida Washington Luís
Foto: Marcelo Pereira / Terra
A Aeronáutica apresentou, em outubro de 2009, o relatório da comissão que investigou o acidente. O grupo apontou que um dos manetes estava em posição de aceleração, enquanto deveria estar em ponto morto
Foto: Roosewelt Pinheiro / Agência Brasil
Em julho de 2010, familiares lembraram três anos do acidente com o voo da TAM no local do acidente, em São Paulo
Foto: Levi Bianco / Futura Press
Em 16 de julho de 2011, um dia antes do quarto aniversário da tragédia, familiares homenagearam os mortos em frente à Catedral da Sé, em São Paulo, onde uma missa foi realizada
Foto: Léo Pinheiro / Terra
No quarto aniversário do acidente aéreo, em julho de 2011, um ato ecumênico foi realizado na praça onde ficava o prédio da TAM Express, contra o qual a aeronave se chocou. Na cerimônia, com a presença do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, foi assinado um protocolo para a construção do Memorial 17 de julho, em homenagem às vítimas