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Aprovado o fim da escala 6 x 1

A proposta estabelece a redução da jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais, além da garantia de dois dias de descanso remunerado por semana, preferencialmente com um deles aos domingos

15 out 2026 - 07h35
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Resumo
O Senado aprovou em primeiro turno a PEC que extingue a escala 6x1, reduzindo a jornada de 44 para 40 horas semanais e assegurando dois dias de folga sem corte salarial. A transição será gradual: em 60 dias após a promulgação, a carga cai para 42 horas semanais com dois dias de descanso obrigatórios; a meta de 40 horas valerá um ano depois. Com a dispensa de prazos regimentais para votar o segundo turno, o texto pode ser promulgado pelo Congresso já na próxima semana se não houver alterações.

O Senado Federal aprovou, nesta quarta-feira (14), em primeiro turno, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6×1. Foram 75 votos favoráveis e um contrário, em uma votação com 77 senadores presentes. Os parlamentares também aprovaram um calendário especial para permitir a realização do segundo turno ainda nesta noite, dispensando o prazo regimental de três sessões de discussão.

Foto: Magnific / Porto Alegre 24 horas

A proposta estabelece a redução da jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais, além da garantia de dois dias de descanso remunerado por semana, preferencialmente com um deles aos domingos. O texto também proíbe a redução salarial em decorrência da mudança. A medida busca substituir o modelo de seis dias consecutivos de trabalho para apenas um de folga.

A implementação das novas regras será gradual. Pelo cronograma previsto na PEC, a obrigatoriedade de ao menos dois dias de descanso por semana passará a valer 60 dias após a promulgação da emenda constitucional. No mesmo prazo, a jornada máxima semanal será reduzida para 42 horas. O limite de 40 horas será alcançado um ano depois.

O senador Omar Aziz (PSD-AM), relator da proposta, rejeitou uma emenda apresentada por Oriovisto Guimarães (PSDB-PR), mas reconheceu a necessidade de ajustes para determinados setores, como o dos petroleiros. A proposta já havia sido aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado em 2 de setembro. Caso seja aprovada também em segundo turno e não haja alterações em relação ao texto aprovado pela Câmara dos Deputados, a PEC poderá ser promulgada pelo Congresso Nacional. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), sinalizou a possibilidade de promulgação na semana seguinte.

Porto Alegre 24 horas
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