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Após saques e 234 detenções, greve da PM termina em PE

15 mai 2014
21h59
atualizado em 16/5/2014 às 00h20
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A greve da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros de Recife terminou nesta quinta-feira após 24 horas nas quais se viveu uma onda de violência, marcada por roubos e saques, e que deixaram pelo menos 234 detidos. Após a assembleia realizada em frente ao palácio do governo em Recife, policiais e bombeiros decidiram pôr fim à greve que tinha sido declarada ilegal.

As desordens na cidade, uma das sedes da Copa do Mundo, começaram ao cair da noite de quarta-feira e se prolongaram durante a madrugada, com ataques de dezenas de pessoas contra lojas e caminhões que transportavam alimentos.

A Polícia Civil informou que, nas últimas 24 horas, pelo menos 234 pessoas foram detidas por crimes de roubos, furtos, posse ilegal de armas de fogo ou invasão de propriedade privada.

O governador de Pernambuco, João Lyra Neto (PSB), pediu hoje reforços da Força Nacional de Segurança a fim de garantir a ordem nas ruas, perante a decisão inicial dos policiais de manter a greve que reivindicava melhores salários.

Horas depois, os funcionários decidiram pôr fim à greve: "Paramos porque entendemos que a sociedade pernambucana não pode continuar sofrendo", disse um dos representantes da PM, Joel Maurino.

Além dos detidos e dos danos materiais derivados da onda de violência, a CBF cancelou hoje dois jogos do Campeonato Brasileiro programados para este fim de semana em Recife pela falta de segurança na cidade.

A mudança das datas foi pedida esta tarde pela Federação Pernambucana de Futebol e aceita pela CBF. Com isso, os jogos entre Sport x Bahia e Náutico x Vasco serão realizados nos dias 4 e 6 de junho, respectivamente. Pela mesma razão, vários eventos culturais assim como um encontro empresarial que aconteceriam nos próximos dias na capital de Pernambuco também foram cancelados.

Por outro lado, instituições educativas como a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) avisou a seus alunos que amanhã serão retomadas suas atividades acadêmicas e administrativas, que também tinham sido prejudicadas pela greve.

EFE   
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