Script = https://s1.trrsf.com/update-1790713512/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Brasil

Publicidade

Após pedido de Fachin, Mendonça retira sigilo de investigações sobre Master

11 set 2026 - 08h19
(atualizado às 13h43)
Compartilhar
Exibir comentários
Resumo
O ministro André Mendonça retirou o sigilo de inquéritos sobre o Banco Master a pedido do presidente do STF, Edson Fachin. A medida ocorre em meio a uma crise no tribunal envolvendo Moraes, Mendonça e a cúpula da PF, além de citar conexões políticas e financeiras que podem impactar a eleição presidencial. Diante de decisões cruzadas de afastamento e reintegração na PF, Fachin interveio mantendo a chefia da corporação e pautou o tema para análise extraordinária do plenário na terça-feira.

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), retirou os ‌sigilos de parte dos inquéritos sobre o Banco Master, após um pedido neste sentido do presidente do Supremo, Edson Fachin, conforme decisão do magistrado divulgada na noite de quinta-feira.

Ministro André Mendonça durante sessão do Supremo Tribunal Federal em Brasília
2 de setembro de 2026 REUTERS/Adriano Machado
Ministro André Mendonça durante sessão do Supremo Tribunal Federal em Brasília 2 de setembro de 2026 REUTERS/Adriano Machado
Foto: Reuters

A retirada do sigilo vem ao fim de uma semana de forte agravamento da crise no STF envolvendo desdobramentos das investigações em torno do Master, e dias antes de sessão plenária, marcada por Fachin para a próxima terça-feira, para ⁠tratar da controvérsia em torno de relatório da Polícia Federal que apontou vínculos de Daniel Vorcaro, dono ‌do Master, com o ministro Alexandre de Moraes, entre outras questões.

Em seu pedido, Fachin pediu a Mendonça que retirasse os sigilos envolvendo o Master, exceto "o que diga respeito a diligências cujo sigilo ‌seja imprescindível à realização da medida".

Em resposta, Mendonça levantou o sigilo ‌do procedimento principal sobre o Master e de 14 outros procedimentos relacionados a ele.

Na quinta-feira, ⁠o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a retirada do sigilo de todas as investigações envolvendo o Master e criticou o que chamou de vazamentos seletivos que visam influenciar o processo eleitoral.

O levantamento do sigilo tem potencial de revelar detalhes das investigações que podem impactar a eleição presidencial de outubro, na qual Lula busca a reeleição e tem como principal adversário o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). 

Entre os ‌pontos da investigação que podem ser detalhados estão as relações de Vorcaro com servidores do BC, que ‌teriam atuado para beneficiar o Master ⁠dentro da autarquia; contratos ⁠milionários que o Master fez com o escritório de advocacia da esposa de Moraes e as relações de Flávio ⁠com Vorcaro envolvendo pedido de dinheiro para a realização ‌do filme "Dark Horse", sobre a vida ‌do ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente em prisão domiciliar após ser condenado por tentativa de golpe de Estado.

A retirada do sigilo de investigações envolvendo o Master vem em meio à escalada de uma crise no Supremo que tem como atores principais Mendonça e Moraes. Após a divulgação ⁠do relatório da PF vinculando Moraes a Vorcaro, Moraes pediu abertura de investigação contra Mendonça por abuso de autoridade e crime de responsabilidade, apontando que o colega teria direcionado investigações contra ele.

Na terça-feira, em mais uma escalada da crise, Mendonça determinou o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de inteligência da corporação, Leandro Almada, ‌apontando que a PF o teria monitorado de forma ilegal, assim como o ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias. Relatórios de inteligência apócrifos serviram de base para Moraes pedir a investigação ⁠de Mendonça.

No dia seguinte, entretanto, em resposta a um recurso de Rodrigues impetrado em outro procedimento, o ministro Flávio Dino reintegrou o diretor-geral da PF e Almada aos seus cargos, em uma decisão recheada de recados a Mendonça.

Diante do agravamento da crise, Fachin decidiu agir e suspendeu tanto a decisão de Mendonça, que afastou Rodrigues, quanto a de Dino, que o reintegrou ao cargo, e manteve o chefe da PF no posto. O presidente do Supremo também retirou Moraes da relatoria do inquérito das fake news. 

Fachin determinou ainda a suspensão do caso relatado por Mendonça em que foi produzido um relatório da PF que apontou vínculos do banqueiro Daniel Vorcaro com Moraes, Andrei Rodrigues, e o procurador-geral da República, Paulo Gonet. O presidente do STF disse que o plenário deve analisar o caso -- e outras questões -- de forma extraordinária na próxima terça-feira, dia 15 de setembro.

Reuters Reuters - Esta publicação inclusive informação e dados são de propriedade intelectual de Reuters. Fica expresamente proibido seu uso ou de seu nome sem a prévia autorização de Reuters. Todos os direitos reservados.
Compartilhar
TAGS

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade
Meu Terra