PUBLICIDADE

"Ameaças vazias" não afastarão STF da sua missão, diz Moraes

O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes afirmou nesta quinta-feira que o STF cumprirá seu dever constitucional

5 ago 2021 16h44
| atualizado às 17h21
ver comentários
Publicidade

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes afirmou nesta quinta-feira que ameaças e agressões não vão impedir o Supremo de cumprir sua missão constitucional, pouco depois de o presidente Jair Bolsonaro afirmar que a hora do ministro vai chegar. 

Ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes
7/10/2017
REUTERS/Adriano Machado
Ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes 7/10/2017 REUTERS/Adriano Machado
Foto: Reuters

"Ameaças vazias e agressões covardes não afastarão o Supremo Tribunal Federal de exercer, com respeito e serenidade, sua missão constitucional de defesa e manutenção da Democracia e do Estado de Direito", disse Moraes no Twitter.

Mais cedo, em entrevista a uma rádio do Rio de Janeiro, Bolsonaro reclamou de Moraes ter determinado investigação contra ele no inquérito das fake news por conta dos ataques ao sistema eleitoral brasileiro, e disse que a hora do ministro do STF vai chegar.

"E a hora dele vai chegar porque está jogando fora das quatro linhas da Constituição há muito tempo. Não pretendo sair das quatro linhas para questionar essas autoridades, mas acredito que o momento está chegando", disse Bolsonaro.

Na última quinta-feira, em sua live semanal, Bolsonaro mostrou vídeos já desmentidos anteriormente como supostos indícios de irregularidades nas eleições, depois ter prometido várias vezes que apresentaria provas de fraudes.

Em função disso e de outras declarações, os ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) apresentaram notícia-crime contra Bolsonaro no Supremo, que foi acolhida por Moraes. 

Reuters Reuters - Esta publicação inclusive informação e dados são de propriedade intelectual de Reuters. Fica expresamente proibido seu uso ou de seu nome sem a prévia autorização de Reuters. Todos os direitos reservados.
Publicidade
Publicidade