Abstenção em eleições no 1º turno é a maior em 28 anos, com 21,08%
Mais de 33,4 milhões de eleitores faltaram às urnas no domingo
O primeiro turno das eleições registrou a maior abstenção em 28 anos, com 33,4 milhões de ausências (21,08% do eleitorado apto), superando os números de 2022 e mantendo uma tendência de alta observada desde 2014. Mato Grosso do Sul liderou o índice de não comparecimento, seguido por Rio de Janeiro e Minas Gerais. Paralelamente ao recorde de faltosos, os votos brancos e nulos totalizaram cerca de 6 milhões, somando 1,84% e 2,93% das urnas, respectivamente.
A abstenção no primeiro turno das eleições, realizado no domingo (4), foi de 33,4 milhões, o maior número desde 1998.
Dos mais de 158,7 milhões de eleitores aptos a votar, 21,08% não compareceram às urnas, superando o resultado de 28 anos atrás, quando 21,5% do eleitorado não votou.
O valor também foi mais alto do que o registrado no último pleito nacional, em 2022, quando 32,7 milhões de eleitores optaram por não votar.
O resultado reforça uma tendência em crescimento: em 2014, a abstenção foi de 27,7 milhões, e em 2018, de 29,9 milhões.
Nas eleições deste ano, Mato Grosso do Sul liderou em ausências nas urnas, com 23,87%, seguido pelo Rio de Janeiro (23,32%) e Minas Gerais (22,77%).
Ao mesmo tempo, os votos brancos e nulos somaram quase 6 milhões, sendo mais de 2,3 milhões em branco (1,84%) e quase 3,7 milhões de nulos (2,93%).
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